Três dos quatro acusados pela morte do soldado da Aeronáutica Thiago Pantoja Baracho, ocorrida em 2010, foram condenados a 24 anos de prisão. A sentença foi lida no início da noite de ontem pelo juiz auditor José Maurício Pinheiro de Oliveira. Ainda cabe recurso ao Superior Tribunal Militar em Brasília, mas os condenados não terão direito de responder ao recurso em liberdade em razão dos antecedentes criminais.
O júri entendeu que Danilson Lima da Silva, Pablo Henrique Santos da Silva e Thiago Wilhad Melo Lobo cometeram o crime de latrocínio - roubo seguido de morte. Um quarto acusado, Wolgrand de Montalvão Fonseca, foi absolvido por falta de provas. Dos condenados, Pablo e Thiago já estão presos. Danilson está foragido. No julgamento, que durou todo o dia de ontem e só terminou à noite, o juiz auditor leu sentença com cerca de 30 páginas determinando as três condenações e uma absolvição.
Morto em serviço
Acredita-se que o crime tenha ocorrido por volta das 21h do dia 8 de em dezembro de 2010, quando Thiago Pantoja Baracho, de 20 anos, estava em posto de observação da estação meteorológica da Aeronáutica, dentro do comando do quartel do Corpo de Bombeiros, na avenida Júlio César com a avenida Pedro Álvares Cabral. O soldado Baracho estava destacado como sentinela no local.
Desde o início a família levantou a hipótese de assalto, já que a pistola nove milímetros e o aparelho celular do soldado desapareceram.
Barracho cumpria o serviço militar obrigatório havia oito meses quando o crime ocorreu. Ele era lotado no Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Belém (Binfae). Prestava serviço na cozinha do batalhão, mas às vezes entrava na escala de serviço como sentinela.
As investigações duraram cinco meses. A polícia concluiu que Pablo Henrique Santos da Silva, de 20 anos, o “Pablo Preto”, Thiago Wilhad Melo Lobo, 19 anos, o “Thiaguinho”, e Wolgrand de Montalvão Fonseca, conhecido como “Gordinho”, faziam parte de uma quadrilha que atuava no tráfico de drogas no canal Água Cristal, no bairro da Marambaia.
Embora todos os acusados sejam civis, o julgamento ocorreu na Justiça Militar porque, além de a vítima ser soldado da Aeronáutica, o crime foi cometido em área das forças armadas.
(Diário do Pará)
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