O pescado voltou a ficar mais caro no mês de janeiro, segundo informou o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA), na manhã desta terça-feira (11). A pesquisa mostra que o reajuste atingiu a maioria dos 38 tipos de pescados mais consumidos, além do camarão regional e do caranguejo.
O estudo foi feito nos principais mercados municipais de Belém com o objetivo de discutir o abastecimento do pescado para a Semana Santa.
Em janeiro, os maiores reajustes ocorreram nos preços dos seguintes tipos de pescados: tucunaré, com alta de 51,91%; seguido do Bagre, com alta de 34,37%; da piramutaba, com alta de 18,44%; da arraia, com alta de 17,91%; do cação, com alta de 17,88%; do camurim, com alta de 17,33%; da dourada, com alta de 15,98%; da pirapema, com alta de 15,14%; do curimata, com alta de 14,71%; e da corvina, com alta de 13,03%. No mesmo período, poucas espécies de pescado apresentaram recuo de preços, com destaque para o pacu, com queda de 2,49%.
ÚLTIMOS 12 MESES
Os reajustes também apareceram no comportamento dos preços do pescado de janeiro de 2013 até o mês passado, de acordo com a pesquisa.
Nos últimos 12 meses, o/s maiores reajustes de preços foram verificados nos seguintes tipos de pescados: arraia, com alta de 142,36%; seguida da pirapema, com alta de 75,54%; do curimata, com alta de 62,52%; do mapara, com alta de 44,20%; do camurim, com alta de 43,27%; do bagre, com alta de 41,96%; da sarda, com alta de 37,66%; e do pacu, com alta de 30,73%.
Também no mesmo período, poucas espécies de pescado apresentaram recuos de preços, com destaque para o cação com queda de 17,13%.
SEMANA SANTA
O Dieese-PA prevê um cenário desagradável para os consumidores no período da Semana Santa, quando o pescado é bastante procurado. A tendência é que ocorram novas altas de preços nos mercados de todo o Pará.
Na avaliação do Dieese-PA, a falta de uma política mais ampla que consiga abranger de forma macro toda a cadeia do pescado, da produção até a comercialização do produto. "Entre o pescador e o consumidor o preço da maioria do pescado comercializado no Estado mais que dobra de preço prejudicando com isso uma grande parcela da população, principalmente os assalariados que representam hoje cerca de 40 % da força trabalhadores de todo o Estado", informou o órgão.
(DOL)
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