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Árvores centenárias oferecem riscos

Nas últimas semanas, durante as fortes chuvas na cidade, pelo menos quatro árvores foram ao chão oferecendo riscos aos traseuntes e moradores das áreas do entorno. No dia 13 de dezembro do ano passado, 13 árvores tombaram após um grande vendaval na capita

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Nas últimas semanas, durante as fortes chuvas na cidade, pelo menos quatro árvores foram ao chão oferecendo riscos aos traseuntes e moradores das áreas do entorno. No dia 13 de dezembro do ano passado, 13 árvores tombaram após um grande vendaval na capital paraense. Característica marcante em Belém, as árvores - principalmente no inverno amazônico -, são fatores de preocupação.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), coletados através de um inventário do primeiro semestre de 2013, existem cerca de 2.200 árvores com mais de cem anos em toda a Belém. Desse total, foi detectado que pelo menos 1.536 árvores necessitavam de tratamentos especiais como poda, retirada de ervas invasoras, sendo a mais popular a “erva de passarinho”, e outros cuidados, como a utilização de medicamentos fitoterápicos.

A partir da constatação, uma equipe técnica da Semma composta por engenheiros florestais, agrônomos e biólogos elaborou um plano de ações preventivas para a manutenção dos vegetais. O levantamento apontou que 70% das árvores com necessidade de reparos está em bairros centrais da capital, como Batista Campos, Nazaré e Umarizal, onde também há maior concentração das espécies.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Cláudio Alves, a primeira etapa da ação foi realizada de agosto a dezembro de 2013. “Foram recuperados 420 vegetais. A ação aconteceu aos sábados à tarde e aos domingos pela manhã, com o apoio da Celpa (Centrais Elétricas do Pará) - fazendo os desligamentos de energia -, da Semob (Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém), que faz os desvios no trânsito, e do Exército, Marinha e Aeronáutica”, disse.

Plano

A Semma deve iniciar a segunda etapa do plano a partir do próximo dia 15 para tratar mais 777 centenárias. “A ação começa no próximo fim de semana e segue até julho, o que vai totalizar 1.200 vegetais tratados. O restante entra na programação do segundo semestre. A equipe é composta por 60 homens, com 12 caminhões de retirada da produção de poda e mais quatro que levam o podador até a copa das árvores”, explica Alves.

“Se o munícipe observar que o vegetal apresenta uma inclinação, quebra de galhos, a raiz solta ou se o tronco está oco, deve procurar a Semma. Abriremos uma fiscalização para identificar se há a necessidade de uma ação emergencial ou planejada”. O secretário disse ainda que o fato de as espécies estarem mais concentradas na área central da cidade se deve ao projeto de arborização na época da administração de Antônio Lemos, sendo que estão em maior quantidade as mangueiras, fícus, oitizeiros e castanholas.

Caso seja necessária a remoção total do vegetal, a equipe técnica da secretaria irá verificar se existem condições para o replantio. Alves explicou que as principais causas da queda de árvores centenárias estão diretamente relacionadas às condições meteorológicas, como ventos fortes acompanhados de chuva, e ao manuseio incorreto dos vegetais feito pela própria população.

Moradores reclamam uma melhor manutenção

Para um comerciante da Praça da República, no centro de Belém, local de grande concentração de árvores, falta manutenção da Prefeitura no local. “Falta um trabalho contínuo, porque eles vieram podar algumas árvores, mas já está precisando de novo. Tem uma mangueira que está para cair. Pedi para eles podarem e eles ficaram de vir no outro dia, mas até agora ninguém apareceu. Eles nunca vêm!”.

O administrador Luiz Ferreira Rosa, 56, denuncia a falta de reparo nas árvores da praça Batista Campos. “Tenho receio, pois faço caminhada aqui há quatro anos e nunca vi manutenção nessas árvores. Na sexta-feira (7), vi parte dessa árvore que fica ao lado do colégio cair em cima de dois carros. Só não matou a motorista porque atingiu a parte de frente do carro”.

Funcionários de uma loja na avenida Magalhães Barata, onde desabou uma mangueira centenária na segunda-feira (3), também denunciam a falta de poda. “A mangueira caiu atravessada no meio da rua e quase atingiu um carro. Fazia muito tempo que não era podada. Vieram retirar a árvore, mas o buraco e os entulhos ficaram aí”, disse o vendedor Valdemar Rodrigues.

(Diário do Pará)

(Diário do Pará)

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