Os excelentes resultados obtidos em 2013, conforme revelaram o balanço publicado no início desta semana, mostram, entre outros números, que o Banco da Amazônia aplicou, no ano passado, quase R$ 7 bilhões na região.
Outro dado importante, realçado pelo presidente do banco, Valmir Rossi, está relacionado com as aplicações do Fundo Constitucional do Norte. Em 2013, os investimentos com recursos do FNO estabeleceram um recorde histórico. Foram mais de R$ 4,72 bilhões investidos nos Estados da região, uma marca nunca antes alcançada nos 23 anos de existência do fundo.
Valmir Rossi, que à frente da atual diretoria estará completando nesta terça-feira (18) o seu primeiro ano de gestão no Banco da Amazônia, considera que há uma combinação de diversos fatores confluindo positivamente para os bons resultados colhidos pela instituição. É o caso, por exemplo, diz ele, do alinhamento do banco aos programas e políticas do governo federal, que têm por objetivo a inclusão social pela geração de emprego e renda, a melhoria das condições de vida da população e o respeito ao meio ambiente.
O presidente do Banco da Amazônia destacou ainda que, ao longo do ano, as taxas de juros para os empréstimos de fomento se mantiveram particularmente atrativas. O FNO, por exemplo, que é gerido com exclusividade pelo banco e que se constitui em sua principal fonte de recursos para investimentos, operou em 2013 com juros bastante favoráveis.
As taxas do fundo oscilaram em torno de 3% no primeiro semestre e de 3,5% no segundo, passando a experimentar um ligeiro crescimento a partir do início deste ano.
HARMONIA COM OUTROS INVESTIDORES
Outro fator que contribuiu positivamente para os resultados do Banco da Amazônia, segundo Valmir Rossi, foi a atuação harmoniosa mantida pela instituição com seus diversos parceiros, entre os quais se incluem o governo federal, os governos dos Estados, as prefeituras, as federações representativas dos três grandes segmentos da economia (agricultura, comércio e indústria)¸os sindicatos e as associações, entre outros.
Graças à estreita sintonia estabelecida com os diversos atores com os quais atua no dia a dia, afirmou seu presidente, o Banco da Amazônia busca identificar nos diferentes municípios e regiões onde está presente, quais são as potencialidades e as demandas locais. Ou seja, quando ele entra com o crédito, cumprindo a sua função de agente financeiro, o faz dentro de uma estratégia que tem se mostrado proveitosa, tanto para os agentes produtivos quanto para o conjunto da população que precisa dos serviços do Banco da Amazônia.
EMPREGO E RENDA
Fazendo um ligeiro detalhamento dos números, Valmir Rossi disse que o Banco da Amazônia aplicou na região, ao longo de 2013, o montante de R$ 6,7 bilhões – dos quais R$ 1,4 bilhão no Pará, sendo R$ 5,4 bilhões para crédito de fomento, que é o crédito de longo prazo para investimentos em atividades geradoras de emprego e renda. Os restantes R$ 1,3 bilhão, completou, foram aplicados na linha comercial, em operações de curto prazo.
De todo o dinheiro aplicado em fomento (R$ 5,4 bilhões), a maior parte, R$ 4,72 bilhões, teve como fonte o Fundo Constitucional do Norte, o FNO. As outras aplicações, em volumes significativamente menores, foram diluídas entre o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), o Fundo de Marinha Mercante e o BNDES, além do próprio Orçamento Geral da União.
Aplicações de R$ 1,4 bi turbinaram a economia Do montante de R$ 6,72 bilhões investido pelo Banco da Amazônia na Região Norte em 2013, coube ao Pará a expressiva fatia de R$ 1,4 bilhão. O banco atua nos nove Estados que integram a chamada Amazônia Legal – Pará, Amapá, Roraima, Amazonas, Acre, Tocantins, Rondônia, Mato Grosso e Maranhão. Em seu balanço relativo ao exercício de 2013, ficou demonstrado o lucro líquido de R$ 182,5 milhões, registrando um aumento de 7,2% em relação o ano anterior, que foi de R$ 170,3 milhões. Valmir Rossi disse que desde o início do ano passado foram realizadas ações específicas em parceria com lideranças, governo e outros para que o banco atingisse todas as metas dos programas governamentais federais. “Construímos um plano de ação para a melhoria dos resultados a partir de estratégias que visam ao fortalecimento e crescimento da instituição”, ressaltou. Acrescentou que esse movimento tem se refletido no aumento das contratações de projetos de empresas de variados portes, do micro ao grande, a exemplo da contratação recente com a empresa CS2 Shopping Pará S/A para a construção do Shopping Metrópole, localizado em Ananindeua. “Esse empreendimento vai gerar dois mil novos postos de trabalho, representando emprego e renda para a população da Grande Belém”, comentou. O diretor comercial e de distribuição, José Roberto de Lima, informou que, além de estabelecer novo recorde de financiamento com recursos do FNO, o Banco da Amazônia cumpriu todas as metas dos indicadores de programas do governo federal, tais como o Plano de Incentivo ao Turismo, o Apoio a Microempresa e Empresas de Pequeno Porte, Programa de Apoio à Cultura, FNO-Biodiversidade e Créditos aos Agricultores Familiares - Pronaf. No último Plano Safra 2012/2013, a instituição alcançou a marca de R$ 833 milhões aplicados em projetos destinados à agricultura familiar, distribuídos por mais de 63.800 operações. Com esse resultado, o banco superou em mais de 55% a meta de R$ 530 milhões em financiamentos proposta pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). |
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar