A partir do momento em que Paysandu e Clube do Remo entram em campo, qualquer detalhe pode ser importante para a vitória, no pensamento da torcida e dos dirigentes. Assim como no primeiro Re-Pa do ano, pela fase classificatória do primeiro turno, para garantir a ‘segurança’ de uma arbitragem isenta, Paysandu e Clube do Remo irão dividir entre si, no clássico de hoje, os gastos de R$ 21 mil com um trio de árbitros Fifa de outros Estados. Para o torcedor, a prudência tem razão.
Desde a disputa dos jogos semifinais da Taça Cidade de Belém, as reclamações contra a arbitragem se tornaram mais incisivas, principalmente através dos dirigentes de Leão e Papão, que chegaram a insinuar que poderia estar havendo má vontade dos árbitros locais nas partidas dos clubes, acusação que José Guilhermino de Abreu, diretor do departamento de Arbitragem da Federação Paraense de Futebol (FPF), rechaça. “Time prejudicado não chega a decisão. Ficamos tristes de saber que a arbitragem estará fora da final, e aceitamos a decisão, mas não as críticas”, esclarece o diretor.
Para Guilhermino, os erros de arbitragem que ocorreram na competição se deram pelo simples fato de os árbitros serem humanos. “Todos os árbitros erram, porque todos estão passíveis de erro. Tenho certeza que os árbitros que virão, com toda sua competência, cometerão erros. Discretos ou gritantes, infelizmente o erro do árbitro de fora é recebido com mais naturalidade”, lamenta Abreu.
Guilhermino defende ainda a presença dos árbitros locais mesmo nas decisões, situação que chegou a ocorrer em outros campeonatos. “O árbitro local vive aqui, mora aqui. Ele sabe o peso da partida e o tamanho da responsabilidade e da cobrança ao apitar um clássico. O árbitro de fora está isolado dessa pressão e por isso, às vezes, pode entrar menos atento em campo”, compara.
(Diário do Pará)
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