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Jovens de Goianésia incentivam a mutilação

Desde o final do ano passado, um problema vem tirando o sono de muitos pais e também das autoridades de Goianésia do Pará, sudeste do Estado, a 180 quilômetros de Marabá. Jovens e adolescentes estão se cortando com giletes, canivetes e até facas. Eles cor

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Desde o final do ano passado, um problema vem tirando o sono de muitos pais e também das autoridades de Goianésia do Pará, sudeste do Estado, a 180 quilômetros de Marabá. Jovens e adolescentes estão se cortando com giletes, canivetes e até facas. Eles cortam os pulsos na tentativa de aliviar as dores da alma. Felizmente ninguém morreu, mas o caso é preocupante. Apesar dos esforços feitos pelos órgãos do poder público, esses números só aumentaram desde 2013.

Tudo começou quando o Ministério da Educação (MEC) verificou o caso de um jovem que se flagelava, cortando os pulsos com gilete. Diante disso, o MEC recomendou que o município fizesse a chamada busca ativa.

Foram diagnosticados 14 casos e convocada uma reunião, envolvendo representantes da segurança pública, Poder Judiciário, Ministério Público, Conselho Tutelar, Defensoria Pública e secretarias municipais de Assistência Social, Saúde e Educação.

Nesse ínterim foram descobertos 20 casos e também que muitos desses jovens faziam parte de grupos na rede social que incentivam a prática e até ensinam como fazer. Ficou acordado que cada órgão iria agir para cuidar do caso, dentro da sua área de atuação.

Alguns avanços foram conseguidos, pois as autoridades descobriram que muitos desses jovens têm pensamento suicida, por isso estão tomando antidepressivos, enquanto outros estão passando por análise com psicólogo ou mesmo com psiquiatra.

O avanço só não é maior até agora porque muitos pais não admitem o problema dentro de casa e impedem o tratamento dos filhos, como revela uma fonte ligada ao problema: “Muitos dos pais não aceitam que esse fato esteja acontecendo com os filhos, não aceitam atendimento, não aceitam conversa e não querem nem saber. Por outro lado, os filhos também não querem nem saber. Todos os órgãos estão acionados, mas as pessoas não comparecem”.

Ainda de acordo com mesma fonte, a ideia das autoridades é responsabilizar os pais que impedirem os filhos de se tratarem.

(DOL com informações de Chagas Filho/Diário do Pará)

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