Mais de 10 bairros de Belém e parte do conjunto Cidade Nova, em Ananindeua, ficaram com as torneiras vazias, desde a manhã de ontem, 25 permanecendo por pelo menos dez horas. Em alguns bairros, o fornecimento de água foi reestabelecido por volta das 17h, mas em uma área do bairro da Terra Firme e no Guamá, até às 18h30, o abastecimento ainda não havia sido normalizado. Com baldes, os moradores carregavam a quantidade de água que podiam da estação da Eletronorte e da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Através do Whatsapp do DIÁRIO, muitos moradores reclamaram que a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) não avisou previamente sobre a interrupção do abastecimento, deixando a população sem poder realizar tarefas diárias rotineiras, como lavar louças, tomar banho e, até mesmo, fazer comida.
Alguns perceberam a falta de água desde a madrugada nos bairros da Pedreira e Marco. “Faltou água de madrugada, de manhã veio um pouco e depois faltou de novo. Não tem caixa d’água na minha casa, então a gente fica sem água mesmo. Já até deixamos um balde com água reservado, porque é comum faltar aqui. Dá mal para tomar um banho e fazer a comida. Meus dois filhos não foram para escola hoje por conta disso”, reclamou o técnico em informática, Edivaldo Sacramento, 40, morador do bairro da Pedreira.
A pedagoga Elaine Rio branco, 28, moradora da travessa Barão do Triunfo, no bairro do Marco, disse que a falta de água é constante no local. “Acordei por volta das cinco e meia da madrugada e já não tinha água. Sempre deixo um balde cheio, porque falta constantemente e é o que me salva nessas situações. Cheguei do trabalho, às 14h, ainda não tinha água. Achei até que tinham cortado, aí perguntei no vizinho e também não tinha. Não consegui tomar banho, nem lavar roupa, nada”, conta.
Já a cabeleireira Ingrid da Silva, 26, precisou comprar água mineral para não ficar totalmente sem água. “Comprei um garrafão de água mineral para poder dar banho no meu filho de oito anos e para fazer comida. A louça ficou o dia inteiro suja e a roupa também”, disse a moradora da rua do Acampamento, na Pedreira.
(Diário do Pará)
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