Os profissionais em educação da rede municipal de ensino de Belém liberaram, por volta das 12h desta quarta-feira (26), a avenida José Malcher, no bairro de Nazaré. A via foi interditada pelos servidores na tentativa de conseguir uma audiência com a titular da Secretaria Municipal de Educação (Semec), Rosinéli Salame, para discutir as reivindicações da categoria, que faz uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira (26) como forma de cobrar o cumprimento do acordo firmado entre os servidores e a prefeitura no fim da última greve realizada na capital, encerrada em setembro do ano passado.
"Tivemos que fechar a rua, porque ficamos sabendo que a secretária estava lá dentro e não queria nos receber. Isso ficou caracterizado como má vontade”, diz o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Maurílio Estumano.
Estumano diz que a situação na educação está ruim. "Fora os vários itens que foram firmados e não cumpridos pela prefeitura, temos as más condições das escolas das ilhas. A estrutura é péssima, a água do rio está sendo usada para as crianças beberem e também para lavar louça", conta.
Ele denuncia que na Escola Bosque, na ilha de Outeiro, existem situações graves. "Os professores já denunciaram caso de pedofilia, improbidade administrativa, desvio de recursos, alimentação estragada, entre outras. Queremos explicações".
De acordo com o Sintepp, a titular da Semec se reservou o direito de não falar no momento e analisar as pautas. Uma nova reunião está marcada para sexta-feira (28), às 9h30. "Caso a prefeitura não nos dê uma resposta positiva, iremos reunir com a categoria para uma possível greve, pois estamos muito insatistefeitos", finaliza.
Através de nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que paga pagando a remuneração do professor da educação básica (ensinos fundamental e médio) em valores superiores ao o piso nacional anunciado pelo Ministério da Educação.
Sobre a eleição de diretores de escola, a Semec afirma que organizou o pleito em dezembro do ano passado e nas escolas em que houve quórum, foi nomeado o candidato eleito como novo diretor. Onde não houve a Diretoria de Educação indicou o profissional para ocupar o cargo.
A Semec não se manifestou sobre as acusações que vem acontecendo na Escola Bosque e nas ilhas.
(DOL)
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