Nem só de folia vive o folião. Quem for se deslocar para os principais balneários paraenses também deve se preocupar com hospedagem, bebidas e alimentação, que apresentou aumento de preços em 2014, segundo apontou o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA), em pesquisa divulgada nesta quinta-feira (27).
Os reajustes somam a outros já divulgados este ano, através de pesquisas do Dieese, pelo DOL. Os motivos carnavalescos (fantasia, adereços, confetes e serpentinas) e o preço das passagens dos transportes também estão mais caros. Este ano, as bebidas e comidas tiveram altas, em muitos casos, superiores a inflação estimada em 5,50%.
De acordo com a pesquisa, as altas nos preços da cesta básica, ocorridas nos últimos 12 meses, serão responsáveis pela alta do preço da alimentação comercializada nos principais balneários como Mosqueiro, Salinas, Marudá, Vigia, assim como os preços das bebidas.
Os preços do refrigerante, água e cerveja variam entre o supermercado e vendedores de rua. O copinho de água mineral de 200 ml está sendo comercializado, no supermercado, com preços que entre R$ 0,32 a R$ 0,39, já a garrafinha de 300ml está custando em torno de R$ 0,55 a R$ 0,65. Nas ruas, este produto custará em torno de R$ 1 (copinho) a R$ 1,50 (300ml).
No caso da cerveja em lata (350ml), estará sendo comercializada em supermercados com preços entre R$ 1,49 a R$ 2,78, já a cerveja em garrafa pode ser encontrada entre R$ 2,46 a R$ 2,99. Nas praias, praças e avenidas, a lata de 350ml deverá ser comercializada com preços que variam de R$ 3 a R$ 4,50.
Os refrigerantes (lata 350 ml) podem ser encontrados nos supermercados com preços que variam de R$ 1,29 a R$ 1,75. Já nas ruas, a lata deverá ser comercializada com valores entre R$ 2,50 a R$ 3 a unidade.
De uma maneira geral, os preços de bebidas estão mais caros que no Carnaval do ano passado em percentuais que variam entre 10% a 12%. O Dieese aponta como fator determinante dos preços de bebidas e comidas, a concorrência, que é ditada pelos vendedores ambulantes, repletos nesta época do ano.
(DOL)
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