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Projeto transforma lixo em brinquedo

Só em 2013, foram 313 mil toneladas de lixo domiciliar coletadas em Belém. O dado é da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), que informou que a maioria do material jogado fora era composto de garrafas pet, latinhas e papelão. Mas e se, em vez de ir

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Só em 2013, foram 313 mil toneladas de lixo domiciliar coletadas em Belém. O dado é da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), que informou que a maioria do material jogado fora era composto de garrafas pet, latinhas e papelão.

Mas e se, em vez de ir parar na lata do lixo, parte desse material se transformasse em brinquedos educativos, que pudessem auxiliar na compreensão de fundamentos da física e da química?

Foi com essa ideia na cabeça que o universitário Franklen dos Santos Cordovil, do curso de Engenharia Ambiental e Energias Renováveis, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), iniciou a pesquisa sobre reaproveitamento de materiais recicláveis para utilização na aprendizagem de crianças e jovens.

Garrafas pet, copos descartáveis, papelão, cola, embalagens de produtos de limpeza e vários outros materiais que iriam para o lixo agora têm como destino as salas de aula. O projeto começou a ser desenvolvido em 2011, na escola estadual Virgílio Libonatti, que fica dentro do campus da Ufra.

APRENDIZADO

Com o uso desses materiais, além de construírem brinquedos decorativos, como carrinhos e “porta-trecos”, os alunos aprendem a confeccionar brinquedos científicos, que auxiliam a entender fenômenos da natureza, comportamentos dos tornados, eletromagnetismo, eletricidade e uma série de objetos que auxiliam na compreensão do conteúdo que é repassado na sala de aula.

“Os alunos acham divertido, porque conseguem assimilar o conhecimento que o professor coloca no quadro, mas que eles não costumam visualizar na prática. As crianças demonstram tanto interesse que buscam sempre fazer mais brinquedos e tudo isso acaba auxiliando na conscientização ambiental”, diz o universitário.

Os brinquedos foram elaborados previamente pelo universitário, que se baseou em modelos já existentes, mas que não utilizavam material reciclável. Segundo Franklen, os brinquedos podem ajudar a estimular o desenvolvimento sociocognitivo das crianças e dos jovens e ainda proporcionam a aquisição de uma fonte de renda para catadores de resíduos urbanos da Região Metropolitana de Belém. “Os trabalhadores das cooperativas de catadores poderiam investir na construção desses brinquedos, para venda em feiras livres e, assim, garantir mais uma fonte de renda”.

O projeto foi um dos finalistas do Prêmio Prof. Samuel Benchimol e 06 anos do Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente. Dos 14 projetos premiados em 2013, três foram da Ufra, incluindo o projeto de brinquedos sustentáveis.

“O objetivo é proporcionar uma visão sistêmica na gestão dos resíduos sólidos, a considerar as variáveis do meio ambiente, da saúde social, cultural, econômica, tecnológica e pública, buscando pelo desenvolvimento sustentável na região. A intenção é sensibilizar a população não somente para ações pontuais, mas adoções de ações permanentes, em que se envolva um grande e variado processo de informações, de orientações, de esclarecimento e comoção da população”, diz o universitário.

(Diário do Pará)

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