O quadro de violações aos direitos das mulheres não é acompanhado por políticas e ações governamentais que contribuam para superar as injustiças, desigualdades e violências vividas pelas mesmas.
Mesmo com todas essas evidências, as pautas entregues pelos movimentos sociais de mulheres aos governos ficam engavetadas sem resposta efetiva, ano após ano. As informações são da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) e do Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense (FMAP).
E para marcar o Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje, diversos movimentos de apoio à mulher farão uma caminhada pelas ruas de Belém para protestar contra as várias formas de violência contra a mulher. Além de denunciar a precariedade dos serviços de saúde oferecidos pela rede pública; a ausência de uma política efetiva para a instalação de creches e para a geração de renda e autonomia econômica das mulheres.
Os movimentos prometem também chamar atenção para a discriminação das mulheres no sistema político e a necessidade de mudanças para avançar a democracia representativa. Durante o ato, serão denunciados vários casos de assassinatos, de impunidade, de violência institucional, como é o caso das alunas do curso de formação de soldados do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), da Polícia Militar do Pará, que denunciam serem vítimas de assédio moral e sexual.
O evento tem o apoio de entidades, movimentos, fóruns, associações, Organizações Não-Governamentais (ONGs), Ordem dos Advogados do Brasil, entre outros. A concentração está sendo na Escadinha, no Complexo Ver-o-Peso.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar