A Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, se os parlamentares assim concordarem, será investigada enquanto administradora do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) Waldemar Penna, que funciona em Santarém, por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) formada na Assembleia Legislativa. A proposta será apresentada durante a sessão ordinária de hoje pelo deputado Edmilson Rodrigues (PSol), que afirma estar de posse de um dossiê repleto de detalhes sobre as irregularidades administrativas ocorrendo no local. O pedido deve receber assinaturas das demais bancadas oposicionistas, no caso, do PT e do PMDB.
Edmilson explica que o dossiê corrobora a tese de que “a corrupção é uma forma de genocídio”. “Entre outros absurdos, consta (no dossiê) o repasse de recursos públicos na casa de bilhões ao longo dos anos sem a exigência de contrapartida de serviços. 90% foi pago sem o cumprimento de metas. Essas e outras irregularidades explicam, em grande medida, as mortes por falta de atendimento”, destaca Edmilson. “Há indícios de fraude inclusive na licitação primeira, que passa a gestão do HRBA de Estado para a OS, além de aditivos fraudulentos. Os dados sobre o atendimento na oncologia são escandalosos. Consta que todo o equipamento foi comprado, porém não foi instalado! Até biópsias precisam ser feitas fora do Estado, porque a administração estadual não teve interesse em providenciar o funcionamento de tudo o que foi adquirido”, denuncia.
“O contrato foi renovado em 2011 com um aumento de mais de 30% no valor, e os atendimentos diminuem, isso também é escandaloso. A CPI, se instalada, vai poder investigar, com o apoio do Ministério Público, da própria Pró-Saúde, de usuários dos serviços do Hospital e autoridades de diversas, o que aconteceu de 2011 para cá, e seria um ponto de partida para que outros contratos entre o Estado e a OS fossem analisados - se houver regularidades comprovadas em um, pode ser que haja em outros”, avalia o deputado.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar