Pedestres, ciclistas e motociclistas padecem todos os dias com a falta de estrutura da Rodovia Mário Covas. Vários trechos apresentam irregularidades, defeitos e falta de manutenção nos dois sentidos da Rodovia, principalmente nos trechos próximos ao conjunto do Satélite, em Belém; na Avenida Independência e no cruzamento com a Rua Três Corações, na entrada da Cidade Nova, em Ananindeua.
O taxista Guilherme Baía, que mora há mais de 40 anos no local disse que já teve muitos prejuízos por conta dos buracos da Rodovia. “A Mário Covas está só no remendo. Aqui, choveu um pouco já fica tudo alagado e como a gente passa todos os dias por aqui é inevitável ter gastos com a suspensão do carro. Nesta semana mesmo tive que fazer um desempeno e troquei dois amortecedores. Contando tudo gastei em torno de R$ 500 reais”, enumerou os prejuízos.
Lamenta-se também a estudante de Letras Isabella Oliveira, de 23 anos, que mora no conjunto Jardim América, na Avenida Independência e, diariamente, convive com o abandono e descaso da Rodovia Mário Covas. O trecho coberto apenas com piçarra é preocupante. Pedestres e condutores de veículos dividem o mesmo espaço. “Há um ano eu faço esse percurso e fico com medo do inesperado. Levo meu irmão mais novo para aulas de natação na Rodovia Mário Covas. A minha família não o deixa sair sozinho porque é muito perigoso. Quando chove a situação fica pior porque os buracos ficam debaixo d’água e corremos o risco de contrair uma doença”, contou a universitária.
Condutores são obrigados a reduzir a velocidade por conta dos buracos. “Se não reduzirmos o prejuízo aumenta. O problema é quando isso acontece à noite, que o risco de sermos assaltados é maior”, contou Pablícia Farias, 28.
Mais adiante, próximo ao cruzamento da Avenida Três Corações, na entrada da Cidade Nova, a desatenção também pode deixar condutores sofrerem com a cratera que se abriu ao lado esquerdo da esquina da Avenida. Quem sai do Conjunto em direção à Mário Covas se depara com a situação e tem que ir para o meio da pista, correndo o risco de colidir com veículos da outra pista ou cair no meio do buraco.
Há seis meses com uma motocicleta, o comerciante Virgílio Rodrigues, 45 anos, já teve alguns prejuízos. “Estourou o retentor da bengala. “Eu já sabia que estava desse jeito, há muito tempo que está assim. Ananindeua está abandonada, as principais vias de acesso estão condenadas”, disse.
(Diário do Pará)
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