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Comitiva diz que não houve extração ilegal

Uma visitação técnica realizada na mina da empresa Colossus, em Curionópolis, trouxe uma luz no fim do túnel para os 36 mil filiados à Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp). Integrada por deputados, geólogos, promotor de Ju

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Uma visitação técnica realizada na mina da empresa Colossus, em Curionópolis, trouxe uma luz no fim do túnel para os 36 mil filiados à Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp).

Integrada por deputados, geólogos, promotor de Justiça, garimpeiros e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a comitiva concluiu, na visita realizada na ultima segunda-feira, algo importante: não houve extração ilegal de ouro por parte da Colossus, como chegou a ser especulado.

Quem afirma é o geólogo José Maria Pastana, da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), que percorreu os mais de 2 quilômetros de extensão da mina, Nos seus 140 metros de profundidade, junto com o também geólogo Oscar Nivaldo Pimenta.“Não há nenhuma possibilidade de ter sido desenvolvida uma lavra irregular, porque o que foi extraído de lá não foi beneficiado, até porque não era minério, mas sim material oriundo da própria escavação”, assegura.Outra notícia importante: o projeto tem viabilidade geológica e econômica, mas precisa ter viabilidade social, pois foram as denúncias de corrupção dentro da Colossus e da própria Coomigasp, que afugentaram os investidores e levaram a mineradora canadense à falência, mesmo depois de ter investido US$ 400 milhões nos últimos sete anos.

A explicação foi dada pelo promotor de Justiça, Hélio Rubens. Ele adiantou que o comitê credor formado pelos acionistas da Colossus propôs recuperação judicial da empresa à Justiça canadense e o resultado deve sair até o final deste mês. Caso a resposta da Justiça seja negativa, será feita uma articulação, com apoio do governo do Estado, para atrair outros investidores. Mas, para isso, os próprios garimpeiros também precisam se organizar.

“A gente tem que salvar esse projeto, conseguir fazer com que ele volte a caminhar, porque o outro que está lá embaixo vai beneficiar o garimpeiro. Precisamos que a sociedade garimpeira se una em torno deste objetivo comum”, conclamou o promotor.Uma das formas de organizar os garimpeiros será o recadastramento biométrico dos cooperados, a ser feito pelo Banco do Brasil, que é quem vai distribuir os rendimentos de 98% da venda do ouro direto para as contas dos filiados à Coomigasp.

Com isso, espera-se mais transparência tanto no repasse da venda da produção da mina – estimada em 33 toneladas de outro e 17 de paládio e platina –, quanto na quantidade correta de associados, diminuindo o número de cooperados fantasmas.Outra medida que será tomada é garantir que a empresa que irá retomar o projeto, seja a Colossus, seja outra, vai destinar 49% do lucro bruto aos garimpeiros e ficar com 51%, como previa o contrato inicial com a Colossus, que depois foi modificado para 25%/garimpeiros e 75%/empresa.

(DOL, com informações de Chagas Filho)

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