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Paciente peregrina por PSMs

O paciente Carlos André Pinheiro Menezes, 35, peregrinou a manhã inteira pelos prontos-socorros municipais de Belém para conseguir atendimento médico de urgência e emergência, ontem (16). Ele deu entrada no HPSM Humberto Maradei (PSM do Guamá) por vol

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O paciente Carlos André Pinheiro Menezes, 35, peregrinou a manhã inteira pelos prontos-socorros municipais de Belém para conseguir atendimento médico de urgência e emergência, ontem (16).

Ele deu entrada no HPSM Humberto Maradei (PSM do Guamá) por volta das 6h40, com um quadro suspeito para Acidente Vascular Cerebral (AVC) e até o meio dia ainda não havia sido avaliado por um especialista.

Com os membros do lado esquerdo sem movimento, Carlos foi encaminhado do Guamá para o HPSM Mario Pinotti ( PSM da 14) onde também não teve atendimento. Ele foi mandado de volta da porta da unidade, sob a justificativa, segundo os familiares, de que lá também não havia neurologista para avaliar o paciente.

“Um desrespeito com o cidadão”, desabafou o irmão do paciente, Rogério Pinheiro. Com o olhar preocupado e a expressão de aflição no rosto, ele caminhava em frente ao PSM do Guamá enquanto esperava pela chegada do irmão, que voltava do PSM da 14. “Mandaram ele de volta para cá porque não tem neurologista para atender ele lá e nem aqui”, disse.

SEM ATENDIMENTO

No relógio já passava do meio dia e Rogério estava preocupado porque já estava há quase seis horas em busca de atendimento para o irmão. Quando a ambulância chegou, o paciente foi levado para dentro do PSM, mesmo sem neurologista para fazer o atendimento.

“Disseram que o que poderiam fazer lá (no PSM da 14), pode ser feito aqui (no PSM do Guamá) porque lá também não tem neuro”, comentou um segundo irmão do paciente, que o acompanhou na ambulância, mas preferiu não se identificar. “Ele nem desceu da ambulância. Não foi nem examinado”, reclamou. Eles tiveram de esperar a chegada de um especialista.


Pelo vidro na porta do PSM era possível verificar que o movimento era intenso no interior do hospital, com diversos pacientes sendo atendidos no corredor. Depois que a reportagem chegou ao local, os vigilantes colocaram um papelão para evitar registros fotográficos.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Muncipal de Saúde (Sesma) para saber informações sobre a falta de neurologistas, mas até o fechamento da edição não obtivemos respostas.

(Diário do Pará)

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