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Sistema do BRT é cheio de irregularidades

Pedestres atravessando fora da faixa ou correndo quando o sinal está para abrir, ciclistas disputando espaço com os ônibus na via expressa do BRT (Bus Rapid Transit), ambulantes e pedestres esperando o sinal fechar no corredor e falta de sinalização e

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Pedestres atravessando fora da faixa ou correndo quando o sinal está para abrir, ciclistas disputando espaço com os ônibus na via expressa do BRT (Bus Rapid Transit), ambulantes e pedestres esperando o sinal fechar no corredor e falta de sinalização e de agentes para orientar o trânsito nos cruzamentos são apenas algumas das incontáveis irregularidades registradas diariamente ao longo da avenida Almirante Barroso, em Belém. As cenas se repetem a todo momento, mesmo depois que diversos acidentes aconteceram no local e viraram notícia. Vítima de um acidente, na última segunda-feira, quando seguia pela via de carona em uma motocicleta, a jovem Ana Carla Farias, grávida de oito meses, morreu ontem.

Muitos pedestres ainda se sentem confusos e até amedrontados na hora de passar pela via expressa para cruzar a avenida. “Quando a gente vai atravessar, não se sabe para qual direção deve olhar, porque esse BRT ficou meio confuso”, disse a aposentada Nadir Siqueira, 63. Já Raimunda da Silva Lima, 67, conta que, quando o corredor começou a funcionar, ela precisava de ajuda para atravessar a avenida. “Agora que estou entendendo, porque sempre alguém tinha que me ajudar na hora da travessia. Mas tenho cuidado por conta dos ônibus”, revela.

Para o universitário Renato Júnior, 31, o principal receio dos pedestres é que os ônibus expressos não parem quando o sinal fecha para eles. “Acho que deveria haver uma orientação contínua no trânsito. No cruzamento da Doutor Freitas não tem sinalização nem agente da Semob (Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém) para orientar pedestres e motoristas. Sempre acontecem acidentes lá”, afirma o universitário, enquanto esperava o sinal fechar para atravessar a Almirante no cruzamento com a avenida Júlio Cesar.

Quem trabalha ou precisa trafegar todos os dias pela Almirante Barroso já deve ter presenciado alguma cena arriscada ou até mesmo acidentes no local, principalmente após a implantação da via expressa. É o caso da atendente de uma lanchonete localizada na avenida, próximo à esquina da avenida Tavares Bastos. Janaína Nunes, 29, conta que viu uma jovem quase ser atropelada por um ônibus no corredor dos expressos quando esperava para atravessar.

No cruzamento da Tavares Bastos, por volta das 16h30, não se via nenhum agente de trânsito para orientar condutores, pedestres e ciclistas no local. Em poucos minutos, era possível registrar cenas perigosas.

“Os ônibus passam em alta velocidade por aí. Ainda agora um ônibus ia batendo uma moça. Ela tava esperando para atravessar na via expressa e ficou muito nervosa. Foi por pouco. Os pedestres prestam atenção, mas tá faltando sinalização, pois é muito perigoso. Tem gente que vem aqui e diz que nem sabia como funcionava. Mesmo tendo guarda, acontece acidente. Falta orientação”, relatou Janaína.

(Diário do Pará)

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