Em Belém, a presidente Dilma Rousseff anunciou investimentos de R$ 315 milhões para projetos que prometem melhorar a infraestrutura de transportes na capital paraense dentro do Programa PAC2 Mobilidade Urbana. O anúncio foi feito em cerimônia no Hangar Centro de Convenções, de onde a presidente seguiu para Marabá, sul do Estado.
A maior parte dos recursos - R$ 260 milhões - será usada no chamado corredor Centenário. Serão 27 quilômetros de ônibus rápido com 27 estações ao longo das avenidas Centenário e Transmangueirão. O projeto prevê ainda a implantação de faixas exclusivas nas avenidas Júlio César, Pedro Álvares Cabral e Senador Lemos. O ministro das Cidades, Gilberto Occhi, explicou que no trecho serão feitas obras de drenagem, pavimentação, calçadas, ciclovias e arborização, além da canaleta exclusiva para o Bus Rapid Transit, mais conhecido como BRT, mas que a presidente Dilma preferiu chamar de Ligeirinho.
A grande novidade anunciada, contudo, ficou por conta do investimento que o governo federal fará nos transportes fluviais em Belém, aproveitando parte da estrutura já existente e criando novos portos. Os terminais que já funcionam de forma precária no Porto da Palha, Ver-o-Peso, Princesa Isabel e de Mosqueiro serão reformados. Outros seis novos terminais serão construídos em Icoaraci, Combu, Ilha Grande, Cotijuba, Outeiro, além de no campus da Universidade Federal do Pará no bairro do Guamá.
O investimento em portos será de R$ 48,7 milhões e a ideia é integrar o sistema fluvial ao BRT para, no futuro, criar o bilhete único que permitirá fazer toda a viagem com uma mesma passagem. Parte dos recursos anunciados para investimentos na mobilidade em Belém virá direto do Tesouro Nacional a fundo perdido. Ou seja, entrará nos cofres do município sem gerar dívidas para a prefeitura. Outra parte será fruto de financiamento, por meio de bancos oficiais, a ser pago em 30 anos com carência de cinco anos. “É um financiamento de mãe para filho”, brincou a presidente durante seu discurso em Belém.
Além de recursos para obras já projetadas, a presidente anunciou a liberação de R$ 3,2 milhões para elaboração de projetos. Um deles é o Mergulhão do Terminal Tapanã, que prevê a integração das avenidas Augusto Montenegro com as rodovias Tapanã e Mário Covas. Outros R$ 780 mil podem ser usados para estudos do sistema de transporte público visando a integração das linhas de tradicionais que vão alimentar o BRT. Os projetos podem dar origem a novos financiamentos federais para obras na mobilidade em Belém.
(Diário do Pará)
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