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Discurso de Jatene teve vaias

A presidente Dilma Rousseff chegou ao Hangar com cerca de meia hora de atraso. Estava acompanhada dos ministros do Desenvolvimento Agrária, Miguel Rossetto, das Cidades, Gilberto Occhi, e do Ministro Chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da

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A presidente Dilma Rousseff chegou ao Hangar com cerca de meia hora de atraso. Estava acompanhada dos ministros do Desenvolvimento Agrária, Miguel Rossetto, das Cidades, Gilberto Occhi, e do Ministro Chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Thomas Traumann.

Políticos de vários partidos e representantes de movimentos lotaram o auditório do Hangar para ouvir a presidente. O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, foi o primeiro a falar. Agradeceu os investimentos anunciados para Belém e pediu mais recursos para o programa Minha Casa Minha Vida.

Dilma Rousseff foi saudada também pelo governador Simão Jatene, que começou a falar em meio a uma mistura de vaias e aplausos.

A presidente iniciou seu discurso lembrando da importância de respeitar os que pensam diferente. Depois, bem-humorada, afirmou que deve ser bom morar em uma cidade em que basta levantar as mãos para colher mangas. “E o que me disseram é que as mangas daqui são excepcionalmente doces”, disse, lembrando contudo que, apesar dessas características, Belém enfrenta desafios como da mobilidade urbana. Ao explicar o assunto, mostrou novamente um tom bem-humorado. “Mobilidade é o direito de cada um de nós ir da casa para o trabalho, ir para a universidade estudar. Ter seu momento de lazer e tomar um chopinho na esquina ou no centro”.

Em tom de balanço, falou que o programa Minha Casa Minha Vida atende 124 municípios paraenses, onde já foram entregues 117 mil unidades e destacou o Programa Mais Médicos. Disse que sabia que seria criticada pela medida, mas garantiu que até o fim de março o governo conseguirá atender o pedido de 537 médicos feito pelos prefeitos do
Estado.

Dilma lembrou que hoje não vai mais ao Ver-o-Peso porque isso atrapalharia o lugar, já que precisa levar sua segurança e não perder o bom humor nem quando, num lapso, se referiu ao Pará como Ceará. “Gente, eu estive ontem no Ceará”, desculpou-se.

(Diário do Pará)

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