Os funcionários técnico-administrativos de universidades federais paraenses decidiram manter a greve por tempo indeterminado. Reunidos em assembleia-geral na manhã de ontem, cerca de 100 servidores votaram pela continuação do movimento grevista. A categoria está paralisada desde a última segunda-feira em adesão ao movimento nacional.
A principal reivindicação é o cumprimento do acordo feito com o governo federal em 2012, que garante a progressão salarial prevista no Plano de Cargos e Carreiras dos servidores federais da educação. Mas na pauta constam ainda outras questões como o reposicionamento de aposentados, reorganização da tabela, aumento da data-base para 1º de maio e antecipação do reajuste de 5%, de 2015 para este ano.
BALANÇO
No quinto dia do movimento o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Sindtifes) faz um balanço positivo do movimento.
Segundo a coordenadora-geral do Sindtifes, Angela Soares, dos 45 sindicatos da categoria espalhados pelo Brasil, 23 já aderiram à greve. Até terça-feira esse número deve aumentar para 33.
Às 9h de hoje, o comando de greve volta a se reunir no ginásio da Universidade Federal do Pará (UFPA) para avaliar a greve e encaminhar a próxima semana.
Na UFPA o comando manteve o percentual mínimo de 30% de funcionários trabalhando somente para a vigilância e hospitais. “Esta semana foi de construção da greve. Agora vamos avaliar e decidir pelo reforço do movimento para os próximos dias”, informou.
(Diário do Pará)
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