Uma triste realidade de Belém e diversas cidades do Brasil é o abandono de animais de tração. Após anos puxando carroças carregadas de entulhos ou outros materiais, cavalos, jumentos e mulas chegam à velhice e exaustão, não podendo mais trabalhar, e acabam sendo largados nas ruas pelos antigos donos.
A cena de animais vagando sozinhos por ruas da cidade é uma cena comum na capital paraense, principalmente em bairros da periferia. Nesta sexta-feira (21), por exemplo, três animais de tração foram avistados durante a manhã, no cruzamento da avenida Conselheiro Furtado com a travessa Barão de Marmoré, no bairro do Guamá.
Segundo a Divisão Especializada em Meio-Ambiente (Dema), da Polícia Civil, maltratar animais era considerado uma contravenção até 1998, quando passou a ser crime, com pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. O infrator, ao ser flagrado, é autuado criminalmente.
Os animais recolhidos durante o crime são apresentados ao Projeto Carroceiro, realizado pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), que oferece tratamento clínico gratuito aos equinos utilizados para o transporte de cargas, além de conscientizar os proprietários sobre a importância de se manter estes animais saudáveis.
O projeto realiza várias ações itinerantes, e já visitou a ilha de Algodoal, Cotijuba e municípios mais distantes da capital, como Dom Eliseu.
(DOL)
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