Semelhante à manifestação programada para outras capitais, um grupo em Fortaleza busca reviver, 50 anos depois, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, realizada em março de 1964, e que precedeu o golpe militar.
Em Belém e outras cidades do Brasil, o evento está marcado para o sábado 22. Pelo Facebook, o grupo descreve a ação como uma “manifestação pacífica e organizada com a finalidade de alertar o povo brasileiro sobre o risco que estamos correndo em estarmos prestes a sofrer um Golpe Comunista”.
Algumas ideologias são defendidas no texto do Facebook. “Marcharemos em favor da vida (..) sabemos que infelizmente Partidos de esquerda e comunistas querem a implantação impostora do Aborto, da eutanásia, das drogas”.
No texto, eles se declaram contra a “ditadura homossexual” e rejeitam a “PL 122 e todas as formas grotescas e comunistas contra a família”.
O grupo clama ainda por uma intervenção militar.
Em Belém, a concentração está marcada no 2º Batalhão de Infantaria de Selva, na Av. Almirante Barroso, no bairro do Souza, às 15h.
Organizador da nova versão é paraense

O Fotógrafo Bruno Toscano é um dos organizadores da Marcha (Foto: reprodução/Facebook)
O fotógrafo Bruno Toscano é um dos organizadores da nova versão da Marcha da Família. Em uma entrevista para a TV Folha, Bruno aparece dando declarações como “não votaria em alguém menos preparado intelectualmente do que eu”, “imagina eu tendo uma Ferrari, você tendo uma Ferraria, todo o mundo tendo uma Ferrari” e “quem é o dono do mundo é o barão Rothschild”. O vídeo pode ser visto na internet.
Nascido em Belém e morando em São Paulo, Bruno já foi denunciado algumas vezes no Facebook. Ele era o era administrador de uma página chamada “Revoltados Online”. No ano passado, a página convocou pessoas para um ato contra o Foro de São Paulo que acabou em pancadaria. Skinheads e neonazistas partiram para cima de militantes de esquerda.
Segundo o site Pragmatismo Político, Bruno também já foi processado pelo ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, depois de ser acusado de “roubar o leite das crianças” e de ter “enriquecido ilicitamente”.
(DOL)
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