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Há quatro anos, idosa aguarda indenização

Sebastiana dos Santos Oliveira, 68 anos, sofreu um grave acidente no dia 22 de abril de 2010. Ela foi atropelada por um ônibus da empresa Monte Cristo na Almirante Barroso, perto do Bosque Rodrigues Alves. A gravidade da situação fez com que Sebastiana

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Sebastiana dos Santos Oliveira, 68 anos, sofreu um grave acidente no dia 22 de abril de 2010. Ela foi atropelada por um ônibus da empresa Monte Cristo na Almirante Barroso, perto do Bosque Rodrigues Alves. A gravidade da situação fez com que Sebastiana perdesse as duas pernas e até hoje não recebeu nenhuma indenização ou apoio da empresa que provocou o acidente.

Tudo aconteceu quando ela se preparava para descer na parada em frente à Universidade Estadual do Pará (Uepa,) onde recebia tratamento para problemas na coluna. O ônibus em que ela estava parou na pista central, sem atentar para a segurança dos passageiros, que desceram no meio da pista. Ao descer do coletivo, ela foi atropelada por um ônibus e o grave acidente resultou na perda de suas duas pernas.

Quatro anos depois, Sebastiana vive em um kitnet apertado e sem nenhum tipo de adaptação para sua condição. Aposentada e recebendo apenas um salário mínimo, ela conta com o apoio de familiares e amigos para comprar medicamentos e comida. “Meus filhos e meus netos é que me ajudam. A empresa responsável pelo acidente nunca me ajudou com nada. Com o dinheiro do DPVAT comprei a cadeira de rodas que uso, mas se não fosse a ajuda dos meus filhos não sei como seria”, desabafa Sebastiana.

Uma de suas filhas, Ana Cristina, que acompanha a mãe em sua jornada, mostrou as dificuldades que ela tem para tomar um banho, já que o banheiro do lugar em que vivem é pequeno demais. “Ela tem que sair da cadeira de rodas e pegar uma cadeira de plástico menor para poder tentar tomar um banho na pia do banheiro”, disse a filha de Sebastiana.

Sem condições de locomoção pelas ruas da cidade e sem dinheiro para pagar o transporte particular, Sebastiana teve que largar a fisioterapia que fazia. “Hoje eu vivo sem poder sair de casa. A empresa responsável pelo acidente nunca me deu nada e eu vivo aqui nessas condições. Tudo que eu queria era poder ter uma casa que me acolhesse e que fosse adaptada à minha condição”, comentou Sebastiana.

Segundo o advogado de Sebastiana, Diorgeo Mendes, em 2012 a aposentada ganhou em primeira instância a ação que moveu contra a empresa de ônibus por danos morais, em que pedia R$200 mil e R$100 mil de dano estético, além de uma pensão vitalícia no valor de um salário mínimo. Mas a empresa recorreu e o caso aguarda a justiça para ser resolvido. “A decisão deve ser julgada novamente por não ter sido de decisão unânime a empresa entrou com recurso. Mas é importante frisar que o caso dela tem dupla prioridade por se tratar de uma idosa com deficiência, mas sabemos como a justiça é lenta”, afirmou o advogado.

Alessandro Puget Oliva, responsável jurídico pela empresa Monte Cristo, informou à reportagem que, a partir do momento em que o acidentado buscou o judiciário, coube à empresa aguardar a decisão judicial. Ele disse que a empresa recorreu das decisões tomadas, pois eram passíveis de recurso e aguardam desfecho para cumprir a decisão judicial.

(Diário do Pará)

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