Iniciou nesta semana uma ação de fiscalização da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (AL) em agências bancárias da avenida Presidente Vargas, em Belém. A iniciativa visa observar se está sendo cumprida uma lei estadual na qual os clientes devem permanecer dentro das agências esperando atendimentos até 30 minutos em dias normais e até 45 minutos em véspera e depois de feriados
prolongados.
Segundo o autor da Lei estadual 7.255, deputado Carlos Bordalo (PT), cabe às autoridades competentes a ação de fiscalizar - as prefeituras, no caso de o descumprimento acontecer em âmbito municipal e o Procon, na esfera estadual. “É preciso perceber o consumidor como um cidadão, que deve ser respeitado e honrado em seus horários”, afirmou.
A professora aposentada Nazaré Cavalcante, de 58 anos, se desloca de onde mora, no bairro da Marambaia, duas vezes por mês para fazer alguns procedimentos em um banco do bairro Castanheira e se queixa do atendimento.
“Saímos de casa às 6h da manhã e entramos em uma fila do lado de fora do banco. Após uma hora, recebemos uma ficha e só a partir das 9h começam os atendimentos. Idosos são sacrificados em uma saga que só termina mais de três horas depois de chegarmos ao banco. Tem um senhor que é bem conhecido no local por chegar ao banco de madrugada para ser o primeiro atendido. É um absurdo”, disse a cliente.
DIAS
Serão cinco dias de fiscalização para assegurar o direito do cliente, com vinte agentes fiscais treinados pelo Legislativo, durante dois turnos, percorrendo as diversas agências do centro de Belém e o distrito de Icoaraci, ao fim da ação.
“Após a intensa fiscalização, será feito um levantamento sobre as principais questões e das agências que possuem a maior quantidade de reclamações. Depois de Belém e Área Metropolitana, serão fiscalizados outros municípios paraenses”, afirmou Carlos Bordalo.
(Diário do Pará)
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