A Associação dos Peritos Oficiais do Pará (Aspop) iniciou, na manhã de ontem, uma paralisação que vai durar até hoje. O protesto é uma forma de pressionar o governo a atender as reivindicações da categoria, que incluem, entre outras questões, aumento salarial, melhores condições de trabalho, implantação do plano de cargos, carreiras e
remuneração.
“Estamos correndo atrás de melhores condições de trabalho. Hoje, o Pará é o estado da Amazônia Legal onde os peritos ganham o menor salário da região”, esclarece Aldecy Moraes, presidente da Associação dos Peritos Oficiais do Pará.
A assembleia que discutiu o rumo da paralisação ocorreu no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, localizado na rodovia Transmangueirão. Atualmente, há 400 peritos oficiais para atender todo o Estado do Pará nas áreas criminal, ambiental, forense, balística e acidente de tráfego. Além do Plano de Cargos e Salários, a categoria luta também pela titularidade e aumento no abono de risco de vida.
Segundo Aldecy Moraes, o salário bruto desses trabalhadores no Pará é de R$ 6 mil. “O governo tem que rever os nossos salários. Somos uma classe que faz parte da segurança pública do Estado, mas fomos a única classe que não teve nenhum aumento salarial, como as outras categorias da segurança tiveram,”
conclui.
A assessoria de imprensa do Renato Chaves informou que a direção do órgão não irá se posicionar porque não foi notificada oficialmente (não recebeu nenhum comunicado) sobre a paralisação. Afirmou ainda que o movimento foi iniciado pela associação dos peritos que não informou a direção do órgão.
Ainda segundo a assessoria, a direção está disposta a dialogar com os trabalhadores. Por telefone, a assessoria disse que os serviços e atendimentos não foram prejudicados.
(Diário do Pará)
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