Será de pelo menos 180 dias (seis meses) o trabalho de recuperação da ponte Moju Cidade, que desabou após o choque com uma balsa carregada de óleo de palma, na noite do último domingo. Uma empresa de consultoria começou, na manhã de ontem, o levantamento dos estragos, a partir do qual será feito o orçamento das obras.
Poderá haver necessidade de implodir a ponte para reconstruí-la, o que vai elevar os prejuízos. Ainda não há estimativas de custos para a reconstrução ou recuperação, mas há doze anos, quando foi inaugurada, a ponte consumiu investimentos de R$ 26 milhões.
Na manhã de ontem, técnicos avaliaram que o trabalho poderia ser feito em até três meses, mas ao longo do dia, após analisar detalhes do acidente, as estimativas foram ficando mais pessimistas já que o impacto causou estragos muito graves.
Durante todo o período das obras, duas balsas farão a travessia de caminhões e carros de passeio que precisarem fazer o trajeto pela Alça Viária. Ontem, o secretário de Transportes, Eduardo Carneiro prometeu que a travessia seria mantida 24 horas por dia, sem custo para os usuários.
A empresa de consultoria estima que nas próximas 48 horas poderá apresentar o laudo técnico dos problemas. Com esse documento, o governo deve pedir dispensa de licitação para iniciar as obras imediatamente.
A balsa de 60 metros de comprimento por 12 de largura levava apenas os tripulantes e sofreu danos leves. Estava carregada com 900 toneladas de óleo de palma e pertencia à Companhia de Navegação da Amazônia que prestava serviço à empresa Agropalma. Ontem, o capitão de Corveta da Marinha, Vieira Barros não quis levantar hipótese para as causas do acidente. Ele informou, contudo, que os documentos da embarcação e do piloto estavam em ordem e que a equipe era habilitada para esse tipo de transporte.
(Diário do Pará)
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