O Grupamento Fluvial do Pará continua a ouvir na manhã desta terça-feira (25) os depoimentos dos envolvidos no acidente ocorrido no último domingo (23), em que uma balsa atingiu a ponte da rodovia Alça Viária que corta o rio Moju, no sudeste paraense, que ocasionou no desabamento de parte da estrutura.
Os depoimentos iniciaram ainda na noite de segunda-feira (24), logo após a balsa que estava envolvida no acidente chegar em Belém. “Os primeiros ouvidos foram o comandante, o imediato e o chefe de máquinas da balsa, que são os principais encarregados da embarcação”, afirmou o delegado Felipe, que está no comando dos depoimentos.
“Os três foram bastante incisivos em afirmar que o problema na corrente do leme fez com que eles perdessem o controle da embarcação. Eles também afirmaram sobre a forte maré no local, que empurrou a embarcação contra a pilastra da ponte”, continuou o delegado.
Os depoimentos continuaram na manhã de hoje e devem seguir até o fim do dia. “Ainda vamos ouvir ostras pessoas que estavam no local, tanto os tripulantes como testemunhas e as nossas esquipes, para saber como foi o apoio, o atendimento da ocorrência. Vamos colher o máximo de informações para continuar as investigações e ver o que de fato aconteceu”, concluiu o delegado.
Ainda segundo o delegado, a empresa responsável pela embarcação não será ouvida à princípio, mas ele não descarta a hipótese de que algum representante dela seja ouvido em um momento futuro.
O Grupamento Fluvial ainda aguarda o resultado da perícia realizada na ponte e da perícia na balsa, que inicia nesta segunda-feira. O prazo para a elaboração do laudo é de 30 dias, que pode ser estendido por mais 30 dias.
(Gustavo Dutra/DOL)
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