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Mais de 100 mil pés de maconha foram destruídos na operação "Coivara" deflagrada na região nordeste do Pará. Parte das drogas, como maconha beneficiada e sementes da erva, e materiais apreendidos estão sendo apresentados na Delegacia-Geral, pelos delegado
terça-feira, 25/03/2014, 11:04
- Atualizado 25/03/2014, 11:25
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Mais de 100 mil pés de maconha foram destruídos na operação "Coivara" deflagrada na região nordeste do Pará. Parte das drogas, como maconha beneficiada e sementes da erva, e materiais apreendidos estão sendo apresentados na Delegacia-Geral, pelos delegados responsáveis pela ação policial - João Bosco Rodrigues, diretor de Polícia do Interior, e Hennison Jacob, diretor da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).
Áreas dos municípios de Nova Esperança do Piriá, Cachoeira do Piriá, Viseu e Garrafão do Norte passaram pela fiscalização. Não houve prisões. A ação teve a coordenação das Diretorias de Polícia do Interior e de Polícia Especializada, com 30 policiais civis da Divisão de Repressão ao Crime Organizado e da Superintendência Regional da Zona do Salgado, sob o comando dos delegados Hennison Jacob, da DRE, e Luís Xavier, superintendente da regional.
Dois peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, responsáveis em fazer a constatação da droga ainda nas roças, e uma equipe do COE (Comando de Operações Especiais), da PM, também atuaram na operação. Os policiais civis chegaram, na segunda-feira passada, à região para deflagrar a ação policial, mediante levantamento prévio feito para apontar os locais de plantação da erva.
O nome da operação Coivara é alusivo a uma técnica agrícola utilizada em comunidades quilombolas, indígenas e ribeirinhas no Brasil, que consiste em fazer uma plantação através da derrubada da mata nativa, seguida pela queima da vegetação. A mesma usada para a plantação de maconha na região.
A plantação fica intercalada entre outras culturas (rotação de culturas), como o arroz, o milho e o feijão. A característica extremamente rudimentar dessa técnica agrícola leva ao rápido esgotamento do solo, fazendo com que as terras precisem ficar em descanso de 3 a 12 anos e causando a derrubada de grandes áreas de mata.
(DOL)
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