A diretora clínica do Hospital de Clínicas Gaspar Viana, Dra. Renata Alves, confirma que a área de psiquiatria não tem estrutura para atender todas as demandas que chegam até o hospital todos os dias. Segundo ela, o Hospital já atingiu o percentual máximo de leitos que devem ser destinados a psiquiatria. “Por dia recebemos uma média de quinze pacientes a mais do que temos capacidade de atender, portanto, excedem os leitos e a estrutura de equipe médica também fica acima da capacidade. Hoje nós temos trinta leitos destinados a internação psiquiátrica e trinta leitos para emergência, somando sessenta que já é a capacidade máxima que o hospital pode disponibilizar para essa especialidade”, explica a diretora.
Sobre a denúncia feita pelos servidores do Hospital de Clínicas ao DIÁRIO DO PARÁ em que pacientes familiares ficariam em uma sala de espera por não ter leitos a diretora confirmou que os pacientes são acomodados nesta sala. “Acomodamos os pacientes na sala de espera em cadeiras confortáveis, não são acomodados em leitos. Eles são atendidos e medicados segundo orientação médica e, quando os pacientes estão muito agitados, eles são contidos mecanicamente para a segurança dele, dos seus familiares e dos servidores”, explica a diretora.
Segundo ela a equipe está capacitada para fazer esse tipo de contenção mecânica. “Não usamos macas para esses pacientes pois a agitação deles pode fazer com que eles caiam da maca e se machuquem. Estas poltronas são mais pesadas e mais próximas do chão”, explica a diretora.
Renata afirma ainda que a maioria dos pacientes que saem do hospital não conseguem cumprir seu tratamento pela ausência de uma rede de saúde mental que possa atendê-los. “As unidades básicas de saúde é que são responsáveis de realizar o primeiro atendimento assim como os Centros Atenção Psicossocial, CAPS, mas é preciso que as prefeituras construam essas redes e invistam neste atendimento e só deveria chegar aos hospitais os casos de urgência e emergência mas não é o que acontece”, informou.
(Diário do Pará)
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