Um dos grandes derrotados com a decisão da OAB-PA foi Rômulo Maiorana Jr., proprietário da Roma Incorporadora e do jornal O Liberal, que promoveu campanha contra o edifício Premium. Rômulo Jr. não se conforma que o Premium tenha uma localização privilegiada, de frente para a orla de Belém e estar bem na frente dos prédios que a Roma Incorporadora pretende construir na Pedro Álvares Cabral, entre José Pio e Manoel Evaristo.
Essa é a origem da ira dos Maiorana que utilizaram a chantagem editorial contra empresas para, mais uma vez, defender interesses particulares. A prefeitura de Belém e a OAB-PA foram pressionadas com manchetes de capa e entrevistas televisionadas para que favorecessem a implosão da obra a qualquer custo. A notícia da decisão da OAB que contraria seus interesses foi dada ao proprietário das ORM quase em tempo real na noite de ontem, pelo celular e direto do plenário pelo seu advogado Jorge Borba, que integra a direção da OAB-PA.
Apesar de estar sendo vendido com “uma deslumbrante vista panorâmica para a Baía do Guajará”, fontes do mercado imobiliário afirmam que Rômulo Jr. não se conforma que o Premium ofusque seu projeto, que ainda está na fase de terraplenagem e prevê três torres e apartamentos de até 400 m².
CHANTAGEM
Não é a primeira vez que Rômulo Jr. utiliza desse expediente. O presidente da organização foi flagrado pela Receita Federal do Brasil e denunciado pelo Ministério Público Federal na prática de descaminho cometida pela ORM Air Táxi Aéreo Ltda., da qual é sócio principal, ao trazer para o Brasil um jatinho norte-americano avaliado em US$ 16 milhões sem o pagamento de impostos.
Em fevereiro do ano passado o DIÁRIO revelou o esquema de chantagem patrocinado pelas ORM contra outra construtora: a Freire Mello. A empresa tem como sócio Artur Mello, marido de Cláudia Mello, auditora fiscal da Alfândega no aeroporto de Belém. Coube a ela dar o parecer, no âmbito administrativo, sobre a acusação de descaminho.
O objetivo dos ataques foi constranger e intimidar a funcionária pública no cumprimento do seu dever para que desse um parecer favorável à ORM Air, liberando o jatinho. As notas e matérias veiculadas pelos veículos das ORM denunciavam supostas irregularidades (crimes ambientais) por parte da Freire Mello, na área vendida para o Grupo Jereissati para a construção de um shopping. Após o DIÁRIO ter denunciado a tentativa de chantagem e as reações dos que estavam sendo alvo das matérias, os ataques cessaram.
Depois da ampla repercussão negativa, inclusive com dos auditores fiscais de todo o Brasil, aos veículos das ORM, o Ministério Público Federal denunciou Rômulo Maiorana Júnior, o médico Vasco Fernando de Menezes Vieira e o editor-chefe de O Liberal, Lázaro Moraes, por coação a auditora da Receita. Os três são réus em ação penal e, se forem condenados, podem ser punidos com até quatro anos de reclusão e multa.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar