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Pacientes denunciam falta de leitos na Santa Casa

Inconformados com a longa espera, familiares de uma criança de sete meses que sofre de hidrocefalia denunciam a falta de leitos no Hospital Materno Infantil Almir Gabriel, o novo prédio da Santa Casa. A dona de casa Elaine Janaiara Souza Medeiros, 18,

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Inconformados com a longa espera, familiares de uma criança de sete meses que sofre de hidrocefalia denunciam a falta de leitos no Hospital Materno Infantil Almir Gabriel, o novo prédio da Santa Casa. A dona de casa Elaine Janaiara Souza Medeiros, 18, mãe da paciente E. M. C, que mora no município de Maracanã, precisou vir até Belém buscar um tratamento especializado para a filha. Ao chegar à capital, a criança recebeu atendimento no Pronto-Socorro Municipal da 14 de Março (PSM), mas teve de ser transferida para a Santa Casa, que deveria disponibilizar de imediato o tratamento específico para o caso.

A mãe conta que, na Santa Casa, a criança foi atendida por um neurologista. O médico informou à família que a paciente precisava ser internada com urgência para fazer uma cirurgia. Entretanto, segundo Elaine, o cadastro na central de leitos da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) foi feito no dia 20 de fevereiro, mas até agora o hospital ainda não disponibilizou o leito para a criança.

“Mandaram a gente voltar para casa já várias vezes alegando falta de leitos. Eles sempre falam que não tem. Mas não tem condições eu ficar em casa com a minha filha que está passando mal constantemente. Ela sente dores, chora muito, tem vômitos, febre e agora apareceram feridas pela cabeça. Ela já tinha o problema desde quando nasceu e fez uma cirurgia, mas começou a apresentar os sintomas a partir dos cinco meses. Foi quando comecei a procurar ajuda médica”, contou Elaine.

A mãe disse que a criança corre risco de morte se não for operada o quanto antes. “Se ela não fizer logo a cirurgia pode até morrer. Já fomos à Sesma (Secretaria Municipal de Saúde), já fomos à Sespa, na central de leitos, e um joga a responsabilidade para o outro. Enquanto isso, o problema da minha filha só vai agravando. Falei aí dentro (da maternidade) que a propaganda deles de mais leitos no hospital só pode ser enganosa, pois já tem quase dois meses e não aparece leito para ela”.

Na tentativa de garantir um leito a tempo para a filha, a única alternativa de Elaine foi entrar com uma ação contra o hospital no Ministério Público de Ananindeua. “Fomos lá, pois o tempo está passando e no hospital nunca tem leito. No Ministério Público, ficaram de entrar com um processo para a Santa Casa disponibilizar leito para a minha filha. Como eles falam que não tem e eu não posso voltar para casa, vou ficar em Belém, na casa da minha tia esperando”, explicou.

Por meio de nota, a Fundação Santa Casa do Pará informou que “sua ala pediátrica possui 50 leitos, mas que no momento estão todos ocupados. O Hospital destaca ainda que a criança E.M.C está cadastrada na fila de prioridades para internação imediata assim que for desocupado um leito.”

(Diário do Pará)

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