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Alça Viária: empresa de demolição avaliará ponte

Deve ser feita apenas na próxima segunda-feira a retirada dos escombros da ponte Moju-Cidade, na Alça Viária, que desabou na noite do último domingo após choque com uma balsa carregada com 900 toneladas de óleo de palma. Com isso o laudo técnico que de

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Deve ser feita apenas na próxima segunda-feira a retirada dos escombros da ponte Moju-Cidade, na Alça Viária, que desabou na noite do último domingo após choque com uma balsa carregada com 900 toneladas de óleo de palma. Com isso o laudo técnico que deveria ser concluído na última quarta-feira deve ser concluído só na próxima semana, já que uma das condições da consultora contratada para fazer o trabalho era essa retirada. Em Moju, a travessia está sendo por meio de balsas, mas o número de reclamações é grande. Até ontem apenas duas balsas faziam o serviço e a demora era grande.

À noite, o governo anunciou que a terceira balsa só entrará em operação neste fim de semana, após regularização da documentação na Capitania dos Portos, órgão responsável pela liberação da embarcação para o transporte fluvial. O governo informou também que os órgãos de segurança, de transporte e de fiscalização estão na área para tentar organizar a travessia.

Ontem pela manhã, máquinas ainda trabalhavam para melhorar as rampas de acesso às balsas no lado oposto a Moju. Pontos da estrada precisaram receber asfalto e aterro para garantir a passagem de carros pequenos, carretas e caminhões, até o embarque na travessia do rio.

A intenção é manter duas rampas exclusivas para o transporte de veículos de carga, que hoje representam a maior demanda.

Os transtornos na área devem durar pelo menos seis meses, já que esse é o tempo mínimo estimado para que a ponte seja refeita. O governo ainda não divulgou o prejuízo estimado, o que só deve ser feito após o laudo técnico. Não está descartada a possibilidade de implosão da ponte, dependendo do estrago feito na estrutura. Na próxima segunda-feira, uma empresa de São Paulo especializada em demolição iniciará uma avaliação da ponte.

Quando foi construída, no segundo mandato de Almir Gabriel (PSDB), a obra custou R$ 26 milhões.

O governo promete manter a travessa feita por meio de balsas durante o período em que durar a obra. O serviço deve ser oferecido 24 horas por dia, gratuitamente.
A balsa que se chocou com a ponte tinha 60 metros de comprimento por 12 de largura. Não houve feridos no acidente. A embarcação pertencia à Companhia de Navegação da Amazônia.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pela Marinha. Há cerca de 90 dias, uma embarcação já havia se chocado com o pilar principal do canal de navegação da mesma ponte danificando as defensas metálicas (espécie de cercadinho em volta dos pilares) que estavam em recuperação. Desta vez, o choque ocorreu em pilares de fora do canal principal. O inquérito vai dizer por que a embarcação estava fora da área destinada à navegação.

(Diário do Pará)

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