É grande a probabilidade de que o PT estadual anuncie na próxima terça-feira, dia 1º , que assinará o requerimento que pede a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pela Assembleia Legislativa para investigar a atuação da Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, organização social que rege quatro hospitais regionais no Estado. No sábado, 29, o partido realiza convenção estadual para definir seus posicionamentos para as eleições gerais de 2014 e, de acordo com o deputado estadual Carlos Bordalo, a quase certa adesão estará na pauta do dia. O requerimento, de autoria do psolista Edmilson Rodrigues, já tem nove das 14 assinaturas necessárias para viabilizar a instalação da CPI.
“O clima é cada vez mais favorável [à assinatura do pedido]. O PSDB não pode achar que ficaremos aguentando calados aos ataques constantes feitos à presidente Dilma Rousseff”, declarou Bordalo, referindo-se à insistência da bancada direitista no senado em abrir uma CPI para apurar possíveis irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). “O senador Mário Couto (PSDB-PA) falou em impeachment da presidente. Se o PSDB nacional acha que cabe uma CPI para investigar a Petrobrás, o diretório estadual não pode esperar posicionamento diferente por aqui diante de uma situação com tantas evidências de irregularidades, como é essa envolvendo a Pró-Saúde”, alertou.
HISTÓRICO
Há mais de três anos, a OS vem faturando, por ano, R$ 265 milhões do governo do Pará para gerenciar os hospitais regionais de Santarém, Altamira, Marabá e o Metropolitano, em Ananindeua. Mesmo com várias irregularidades apontadas em reportagens do DIÁRIO publicadas desde o ano passado, a organização social ainda ganhou de presente a gestão de mais um hospital: o Galileu, em Ananindeua.
O faturamento da Pró-Saúde no Pará é sempre garantido, sem nenhum desconto, com a empresa atingindo ou não as metas contratadas, fato que, segundo profissionais da saúde ouvidos pelo jornal, deveria ser alvo de apuração do Ministério Público.
As irregularidades cometidas pela Pró-Saúde, têm inclusive registro em balancetes. Para gerenciar os hospitais sob sua responsabilidade, a Pró-Saúde cobra um percentual de 10% a título de “taxa de administração” do valor total dos contratos de gestão que mantêm com a Sespa, ou seja, dos R$ 265 milhões que recebe por ano do Estado, a Pró-Saúde fica com R$ 26,5 milhões, sem descontos.
(Diário do Pará)
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