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Seminário discute desafios da mobilidade urbana

Que a mobilidade urbana é uma pauta essencial a ser discutida por toda comunidade, não resta dúvida, e o Seminário de Mobilidade Urbana do projeto Orgulho de Ser do Pará, do Grupo RBA, que acontece amanhã às 8h30 no Crowne Plaza em Belém, será uma oportun

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Que a mobilidade urbana é uma pauta essencial a ser discutida por toda comunidade, não resta dúvida, e o Seminário de Mobilidade Urbana do projeto Orgulho de Ser do Pará, do Grupo RBA, que acontece amanhã às 8h30 no Crowne Plaza em Belém, será uma oportunidade ímpar de conhecer mais os cenários, desafios e tendência da mobilidade, não só no Pará, mas em um comparativo com todo Brasil -na busca de soluções para um trânsito que necessita de socorro urgente.

O pedagogo e especialista em trânsito, Rafael Cristo, avalia como muito positiva a iniciativa, que possibilita fazer o intercâmbio de conhecimentos. “O evento é uma ótimo momento para somar informações com palestrantes com experiências de outras cidades, que trazem a particularidade de cada lugar”, diz Cristo, que já foi diretor de trânsito da cidade de Parauapebas.

Para Rafael, o seminário aborda temas e problemas fundamentais a serem discutidos na busca de melhores soluções para o desenvolvimento da cidade. “É fundamental que seja discutido entre os participantes e os palestrantes o aumento da taxa de motorização nos últimos anos, em contraponto com a piora do transporte público”, pondera Rafael.

O Promotor de Justiça do Ministério Público do Pará, Raimundo Moraes, está entre os palestrantes do evento e vai contribuir com sua experiência e conhecimento da cidade para a mesa que debaterá o tema “BRT no Brasil: vantagens e desafios”, juntamente com o engenheiro civil e economista Germano Travassos. “A mobilidade urbana é tema importante por ser direito fundamental garantido a todos. O direito de ir e vir deve ser garantido a todos os indivíduos e deve servir para garantir a qualidade de vida da população”, avalia o promotor, que foi responsável pelo Termo de Ajustamento de Conduta do BRT em Belém.

Raimundo Moraes acredita que a partir de agora os eixos do transporte coletivo devem ser implementados, mas a chegada do BRT não garante a melhoria imediata do problema. “O BRT não vai solucionar tudo agora. Ele é parte de um planejamento para vias de mobilidade de transporte que vão se ramificando. É preciso pensar que o problema do transporte no país vem de tendências que não se iniciaram agora, de valorização do transporte individual, através de incentivos para a indústria automobilística e, por outro lado, os recursos públicos não chegam na mesma proporção para o transporte coletivo”, esclareceu o promotor.

PROGRAMAÇÃO ESPECIALIZADA

Com uma programação formada por especialistas dos diversos temas relacionados à mobilidade urbana, o seminário que acontece amanhã se torna um grande avanço para a ampliação da participação popular no acesso a informações especializadas e oportunidade de conhecer outras realidades.

“O que falta para os avanços da mobilidade é encontrar soluções em uma gestão participativa. A comunidade precisa fazer parte da gestão do trânsito, até para mostrar a sua realidade local. O sistema de transporte não pode ser imposto. Ele tem que ser pensado de forma conjunta e acredito que no seminário isso será possível, colocando no mesmo ambiente pesquisadores de qualidade e com competência junto a quem gosta e entende do assunto”, diz Rafael Cristo.

Ansiosos pelas novas informações que o evento pode trazer para sua formação, ele destaca a mesa de Maria Hermelina Malatesta, que vai falar sobre o transporte não motorizado. “Esta mesa sobre o transporte não motorizado será muito rica em informações, principalmente porque nossa cidade é plana e tem potencial para utilização deste tipo de veículo. Acredito que veremos grandes inovações sobre este tema”, entusiasma-se o especialista, que também aposta na mesa sobre o BRT no Brasil, de Germano Travassos. “O BRT tem a característica de ter um custo de investimento mais barato, mas possui custos de manutenção superiores em relação ao VLT, veículo leve sobre trilhos, que tem um investimento maior na sua implantação mas tem uma manutenção mais acessível, o que na minha visão seria uma solução melhor para a nossa cidade”, completou Rafael.

O promotor Raimundo acredita que a chegada do BRT pode ser um bom início para a solução dos problemas de mobilidade urbana da capital. “É um investimento que aos poucos vai se desdobrando e as etapas vão evoluindo. Acredito que futuramente não teremos mais veículos no centro histórico da cidade, o acesso será feito pelo transporte coletivo”, aposta o promotor.

(Diário do Pará)

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