Vestidos com a cor azul, que representa o autismo, pais, filhos e profissionais caminharam ao redor da Praça Batista Campos, na manhã de ontem (29), para chamar a atenção para a conscientização sobre o transtorno de desenvolvimento que, estima-se, atinja em torno de 1% da população mundial.
Com estandes que ofereciam, acima de tudo, mais informações sobre as características e as circunstâncias do diagnóstico do autismo, a programação foi organizada em alusão ao Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, que ocorre no próximo dia 2.
A especialista em educação Cintia Jacinto fez questão de acompanhar o sobrinho, Lucas Paiva Jacinto, de quatro anos, na caminhada. Para ela, tão importante quanto chamar a atenção para a prevalência de casos de autismo na sociedade, é discutir as deficiências dos tratamentos oferecidos, hoje, pelo poder público a quem mais precisa.
“São graus diferentes de autismo e é tudo muito novo para a maioria dos profissionais, então, ainda tem muita gente sem preparo para tratar de crianças com autismo”, acredita. “E quando se encontra profissionais especializados, é tudo muito caro, tudo é pela via particular. O sistema público precisa avançar muito ainda porque como ficam as pessoas que não têm condições de arcar com o acompanhamento?”.
DIAGNÓSTICO
Com a perspectiva de que a programação tenha mobilizado cerca de 300 pessoas ligadas à causa, o presidente da ONG Atenção Multidisciplinar, Orientação e Respeito para o Autismo (Amora), Sérgio Serra, aponta que toda a atenção deve iniciar ainda com o diagnóstico.
“É bom que, além da caminhada, as pessoas têm oportunidade de buscarem informações sobre como ter o diagnóstico, oportunidade de formar conhecimento de tudo que existe em termo de acompanhamento até para as pessoas que já percebem algum comportamento diferente em seu filho”.
(Diário do Pará)
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