A Associação de Peritos Oficiais do Pará (Aspop), que envolve cerca de 400 profissionais atuantes em Belém, Marabá, Castanhal, Altamira e Santarém, realiza paralisação de 48h hoje e amanhã, em frente ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves a fim de estabelecer um canal de negociação com o governo estadual, de aumento salarial, implantação de titularidade e a aplicação do Plano de Cargos Carreira e Remuneração (PCCR).
Se o Executivo não se manifestar, a categoria deve iniciar greve geral por tempo indeterminado a partir de quarta-feira, 2. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) e a Secretaria de Estado de Administração (Sead) convocaram uma reunião com os trabalhadores para o dia 7 e eles pleiteiam ainda a antecipação desse encontro como condicionante para a suspensão da paralisação. Durante os dois dias, 30% do efetivo trabalhará normalmente.
Segundo o presidente da associação, Aldecy Moraes, a informação divulgada em nota pela Sead sobre a disposição para dialogar e atender as solicitações de agenda da categoria, assim como avanços que incluiriam valores inseridos na folha de pagamento de março, retroativo a janeiro de 2013, não procedem.
“O que a categoria recebeu foi referente apenas ao retroativo ao ano de 2014. Do ano de 2013 ainda não recebemos nada. O Governo não tem nem conhecimento do que ele paga para a categoria”, informa. “Dizem ainda que foi aprovada uma lei na Assembleia Legislativa implementando todas as progressões que a categoria não teve durante os anos da gestão anterior, todas já inseridas na folha de pagamento. Mas na verdade essa lei de progressão foi imposta, o interstício de promoção que estava em três anos aumentou para cinco e a classe pericial não foi consultada”.
PM
Duas reuniões hoje, às 15h e 16h, na Assembleia Legislativa, definem o rumo do Projeto de Lei do Poder Executivo que propõe um reajuste salarial escalonado de 85% em quatro anos para os oficiais - tenentes, capitães, majores e coronéis - da Polícia Militar.
O documento tramita em caráter de urgência na AL desde 17 de fevereiro e está parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) porque os praças - soldados, cabos, sargentos e subtenentes - da corporação pleiteiam benefício semelhante, seja por inclusão no PL por meio de emenda ou medida semelhante.
A primeira delas contará com a secretária de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças, Maria do Céu Guimarães, representando o Governo do Estado, deputados e representantes das duas categorias, e definirá se haverá mudanças ou não na proposta.
A segunda será conjunta, entre CCJ e Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), momento em que os parlamentares votarão pelo parecer favorável ou não ao projeto final, que só então seguirá para discussão e votação em plenário.
(Diário do Pará)
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