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Sema suspende licença da Alunorte

Coincidindo com um momento de grave crise no setor, que convive com a perspectiva do fechamento de fábricas, demissões de pessoal e pesados prejuízos financeiros e operacionais, a Alunorte sofreu na última segunda-feira um golpe a mais para amplificar

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Coincidindo com um momento de grave crise no setor, que convive com a perspectiva do fechamento de fábricas, demissões de pessoal e pesados prejuízos financeiros e operacionais, a Alunorte sofreu na última segunda-feira um golpe a mais para amplificar suas dificuldades, que não são poucas no período atual. A empresa teve suspensa, pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado, a licença operacional de sua refinaria para o carregamento de alumina no porto de Vila do Conde. A medida impeditiva começou a vigorar ontem, 1º de abril.

Em nota postada em sua página na internet, a Hydro Alunorte informou que a decisão da Sema teve o impacto imediato de suspender todas as atividades de carregamento de alumina, mas ainda sem afetar a produção. Para justificar a suspensão da licença, a Sema alegou que a Alunorte deixou de cumprir uma das condições da licença, que era a de apresentar um plano para reduzir as emissões de pó de alumina nas operações de carregamento realizadas no porto.

A empresa, por seu turno, esclareceu que já utiliza em sua refinaria uma das melhores tecnologias disponíveis para esse tipo de operação. E não deixou por menos, ressaltando que discorda do entendimento da Secretaria de que as condições não estariam sendo cumpridas. De qualquer forma, fez questão de informar que continua dialogando com a Sema e que espera resolver a questão de modo que o carregamento de alumina seja retomado sem que haja impacto na produção.

Ontem, no início da tarde, a Secretaria de Meio Ambiente emitiu uma nota confirmando a suspensão da licença, mas sem fornecer informações adicionais. A Sema se limitou a dizer que, na segunda-feira, em reunião com o Ministério Público Estadual, entregou à Alunorte notificação que suspende a licença de operação do porto de embarque de alumina.

A suspensão ocorreu, segundo a Secretaria, por causa do descumprimento da empresa à condicionante, que era uma medida mitigadora do impacto causado pela dispersão de alumina durante o embarque. A empresa concordou, conforme frisou a nota da Secretaria, em apresentar no prazo de 48 horas um projeto de controle de emissão de particulados com detalhamento técnico e cronograma de execução. Esse projeto será objeto de análise pela equipe técnica da Sema para efeito de cancelamento da suspensão.

Ontem à noite, executivos da Hydro Alunorte e do Sindicato das Indústrias Minerais do Pará participaram de uma demorada reunião com técnicos do governo para tratar especificamente do assunto. Para a Alunorte, a retomada das operações de embarque de alumina é crucial, dentro de um prazo pelo menos razoável, para evitar que seja também afetada a sua linha de produção, o que fatalmente acontecerá se persistir por mais tempo o impasse.

A Alunorte, que entrou em operação em 1995, dez anos depois da Albras, sua irmã gêmea no complexo de alumínio projetado pela então estatal Companhia Vale do Rio Doce em Barcarena, é hoje a maior refinaria de alumina do mundo, com capacidade nominal de produção para 6,3 milhões de toneladas. A fábrica conta atualmente com cerca de 1.600 trabalhadores diretos e mais 800 com contrato de longo prazo.

Leia a matéria na íntegra na Edição eletrônica do Diário do Pará

(Diário do Pará)

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