Na estrada de Outeiro, distrito de Belém, a comunidade do Fama vive uma situação complicada, sobretudo com relação a estrada que dá acesso ao local. Formada por piçarra, está tomada por poças de lama que pioram cada vez mais com as fortes chuvas que caem no local. A situação prejudica a população que fica sem os serviços básicos como transporte público, ambulâncias, viaturas da polícia, entre outras necessidades.
Os moradores denunciaram que o único posto de saúde enfrenta problemas para fixar médicos, assim como a creche, com a ausência constante de professores. “O acesso é difícil aqui, por isso que não para médico no posto e sempre os professores da creche faltam, ainda mais com essas chuvas que caem todos os dias”, disse Raimunda Diniz, moradora.
ÔNIBUS
Da estrada do Outeiro até a comunidade são aproximadamente três quilômetros mas, segundo os moradores, a empresa que fazia a linha Outeiro/São Brás tirou o Fama do itinerário dos ônibus. “Antes os ônibus entravam aqui na comunidade e iam até o final, mas agora, eles se recusam a entrar e com razão. Por causa disso, a situação fica difícil, principalmente para quem chega do trabalho tarde da noite”, afirmou Ismael Araújo, 68 anos, aposentado.
Os moradores também reclamam que para a prefeitura de Belém nada precisa ser feito na estrada, já que nos documentos do órgão a via já está pavimentada. No entanto, apenas um pequeno trecho apresenta um asfalto, já totalmente tomado pela ação do tempo.
“Já fomos reclamar e, para a nossa surpresa, vimos que para a prefeitura aqui está tudo asfaltado. Mas, como vocês puderam observar, essa não é a realidade e as consequências são negativas para nós”, denuncia Paulo Moraes, 35 anos, mototaxista.
A situação fez os moradores perderem a esperança de melhorias para a comunidade e depositam a confiança na natureza para que o problema seja resolvido.
“A solução não virá da prefeitura, até porque na última campanha para prefeito o Zenaldo veio aqui e prometeu asfalto e outras coisas e até agora nada. Nossa esperança é na chegada do verão, que vai secar aqui de novo e vai possibilitar o tráfego novamente para atender toda a comunidade”, conclui Marcos Miranda, 74 anos, aposentado.
(Diário do Pará)
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