Os policiais militares ainda esperam por uma negociação com o Governo do Estado para discutir melhores condições de trabalho e o reajuste igual para todos militares.
Ontem, por meio do Comando Geral da PM, o governo apresentou, durante uma coletiva com a imprensa, uma proposta que exclui o reajuste salarial de 11% reivindicado pelos praças – mas que foram concedidos aos oficiais da corporação.
A manifestação em frente ao 6º Batalhão, na rodovia BR-316, em Ananindeua, entrou para a noite e deve continuar até que o governo negocie diretamente com o movimento. O trânsito na via ficou lento no local, pois a cada 20 minutos os manifestantes bloqueavam a pista, no sentido Belém.
De acordo com o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Política Militar e Bombeiros, Cabo Francisco Xavier, hoje pela manhã, será realizada uma assembleia, em frente ao 6º Batalhão para discutir os rumos do movimento. Até às 0h, eles ainda não haviam sido notificados oficialmente da proposta apresentada pelo governo. “Não recebemos nada, mas são os praças que irão decidir se aceitam ou não as propostas que forem apresentadas”, disse.
PAUTA
Além do reajuste salarial de 11%, a tropa também exige que nenhum seja punido por participar das manifestações.
De acordo com o coronel Daniel Bentes, o governador autorizou ao comando a negociar apenas o pagamento de 100% do risco de vida aos praças e a cobertura em contracheque do auxílio-fardamento correspondente ao valor do soldo de um 3° sargento, equivalente a R$ 800,00. Sobre a punição aos militares que participam das manifestações, Bentes informou que será aberto um processo para apurar a participação de cada um dos praças, que irão responder conforme com suas ações.
O comandante defendeu a manutenção do reajuste somente aos oficiais, justificando que o projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa tentou corrigir uma distorção que havia na remuneração dos oficiais. “A diferença salarial entre o soldado e o coronel era muito grande. O abono aos praças já foi dado e agora é a vez dos oficiais”, afirmou Bentes. Segundo ele, desde 2005, o soldo dos praças foi reajustado em cerca de 395%, enquanto que o dos policiais ficou em 160%.
O comandante-geral informou ainda que o Governo decidiu lançar edital, o qual fixará a progressão funcional de cabos e soldados para sargento.
(Diário do Pará)
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