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Marabá comemora aniversário como polo do Estado

Marabá, que hoje comemora 101 anos de emancipação política, é um polo independente. As pesquisas mostram que o potencial do comércio varejista alcança R$ 53 milhões/mês. Com um produto interno bruto de R$ 3 bilhões, tem projeção de ser uma das regiões mai

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Marabá, que hoje comemora 101 anos de emancipação política, é um polo independente. As pesquisas mostram que o potencial do comércio varejista alcança R$ 53 milhões/mês. Com um produto interno bruto de R$ 3 bilhões, tem projeção de ser uma das regiões mais promissoras do Norte do Brasil. Hoje, maranhenses, mineiros, goianos, gaúchos, paulistas, cearenses fazem com que a cultura da cidade seja um verdadeiro ecumenismo de sotaques e uma pequena representação da realidade do Brasil de hoje na Amazônia.

Ao fundar o Burgo do Itacaiúnas (1895), Carlos Leitão criou um legado com o acesso ao primeiro povoado, as primeiras pessoas a criarem uma colônia no que mais tarde seria a cidade de Marabá. O caucho, árvore de onde se extrai o látex para a produção da borracha, foi o primeiro grande propulsor da economia local. Por isso, muitos foram motivados a se instalar na colônia às margens dos rios Tocantins e Itacaiúnas.

Quando o maranhense Francisco Coelho decidiu construir um pequeno barraco - a “Casa Marabá” - na península que serviria como ponto comercial para os viajantes de barcos que movimentavam as águas do Tocantins e Itacaiúnas, no fim do século XIX, talvez ele não imaginasse que 100 anos depois a sua decisão seria um marco.

Na segunda década de sua história, Marabá teve a sua emancipação político-administrativa (1913). Conquista da população local que pressionou o então governador do Pará, Enéas Martins a cria o “município de Marabá”. O primeiro intendente eleito, coronel Antônio da Rocha Maia, toma posse um ano depois.

A castanha-do-pará marcou o município na década de 30, quando Marabá se tornou o maior produtor da região tocantina. A exploração do fruto é de grande importância histórica para a população local. Foi nessa época que o município recebeu iluminação, bem como o primeiro avião pousou no aeroporto de Marabá, recém-inaugurado.

Eram outros tempos... E a economia independente dos ciclos da borracha, da castanha-do-pará, da madeira e do ouro foi substituída pelo comércio, mineração, aciaria e transporte de riquezas do Pará. Parada obrigatória das cargas que circulam na Transamazônica e vizinha das minas de ferro de Carajás, da Hidrelétrica de Tucuruí e da mina de ouro de Serra Pelada, Marabá foi considerada, em 2010, como “O Tigre da Amazônia”. Isso devido ao rápido crescimento econômico, comparado com a dos “Tigres Asiáticos”, das chamadas cidades médias do Brasil com populações de 300 mil habitantes.

(Diário do Pará)

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