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Bactéria ameaça pacientes do PSM da 14

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, localizado na travessa 14 de Março, está contaminado por uma bactéria ultraresistente, colocando em risco a vida de vários pacientes que precisam da unidade para c

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A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, localizado na travessa 14 de Março, está contaminado por uma bactéria ultraresistente, colocando em risco a vida de vários pacientes que precisam da unidade para continuar vivendo.

O memorando 035/214-ACIH/PSM-MP, datado de 20/03/14, assinado pela infectologista Gerusa Ninos, presidente da Assessoria de Controle de Infecção Hospitalar (ACIH) do PSM, mostra que a UTI adulta da unidade está contaminada por um surto da bactéria Acinetobacter baumannii metalobetalactamase “isolado em espécime clínico de secreção traqueal e ferida operatória em 14/03/14. A recomendação da infectologista é que se o surto não fosse debelado a unidade fosse fechada “por tempo indeterminado para desinfecção”.

Segundo o documento, a situação de contaminação se deu pela “falta rotineira de antimicrobianos”, que contribui para a proliferação dos germes e favorece a resistência bacteriana. Em seguida, Gerusa Ninos solicita a cultura de pias, carrinhos de parada, monitores, balcão de prescrição e de preparo de medicação; termômetros, estetoscópios, braçadeiras e bombas de infusão, bem como das mãos dos profissionais da saúde.

O DIÁRIO também teve acesso a dois exames laboratoriais realizados no laboratório Ruth Brasão de dois pacientes internados no HPSM da 14 de Março e cujos nomes serão omitidos para preservá-los. Os resultados dos exames saíram no último dia 14/03, mostrando a positividade para a bactéria Acinetobacter baumannii.

O próprio resultado do exame lista os medicamentos necessários para combater a bactéria: Amicacina, Tigeciclina, Colistina, Ampicilina, Ampicil-Sulbactam, Piper+Tazobactam, Cefuroxima, Cefuroxima Axetil, Cefoxitina, Ceftazidima, Ceftriaxona, Cefepima, Imipenemo, Meropenem, Gentamicina e Ciprofloxacina.
O jornal acessou ainda a lista de medicamentos (injetáveis, comprimidos, frascos e medicamentos, entre outros) zerados nas prateleiras do HPSM, ou seja, em falta no HPSM da 14 no dia 14/03 passado, dia da liberação do resultado laboratorial dos dois pacientes: nessa data estavam em falta a Ampicilina, Cefepima e Gentamicina, que são base de outros medicamentos fundamentais para o combate à bactéria recomendados pelo laboratório.

Outros medicamentos importantes, como Penicilina, Azitromicina, Lidocaína Spray, Paracetamol e até Albumina Humana, estavam em falta na unidade. No dia 24/03, quatro dias depois da emissão do memorando apontando a contaminação da UTI, a relação de medicamentos zerados era ainda maior, o que confirma a informação da “falta rotineira de antimicrobianos” no HPSM da 14 ressaltada no laudo da infectologista.

Gerusa Ninos ressalta ainda que o surto é inédito na UTI e que, para contê-lo, será desenvolvida uma educação continuada in loco sobre “higienização de mãos e vigilância rigorosa das infecções, bem como limpeza corrente nos três turnos e terminal”.

(Diário do Pará)

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