Uma roda de capoeira e o gingado do samba marcaram a concentração da caminhada pela não violência contra mulheres no bairro do Bengui. “Hoje estamos saindo às ruas para mostrar nossa indignação e que não concordamos com a crescente violência que tem atingido as mulheres. Além da violência doméstica efetiva, que causa a morte imediata, existe aquela que vai matando aos poucos todos os dias a dignidade e a autoestima”, disse Domingas de Paula Martins, ativista feminista e fundadora do Grupo de Mulheres Brasileiras que organizou a manifestação. “Temos muitas mulheres morrendo de câncer de útero e mama por falta de atendimento adequado”, completou.
Para Solange Oliveira, atual coordenadora do Grupo de Mulheres Brasileiras, que faz parte do Fórum da Amazônia de Mulheres e está ligado à Articulação de Mulheres Brasileiras, chamar a atenção da sociedade para a problemática é fundamental. “A violência acontece em todas as horas e todos os momentos e são diversas, como a psicológica, a doméstica, ou aquela que um pai, marido ou namorado proíbe a mulher de fazer tudo”, disse Solange.
(Diário do Pará)
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