A paralisação dos peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC), que já durava sete dias, foi suspensa após assembleia geral ocorrida em frente à Secretaria de Estado de Administração (Sead), no final da tarde desta segunda-feira (7). Uma nova reunião foi agendada para o próximo dia 30 para ser apresentada resposta da Sead sobre as reivindicações dos trabalhadores.
A deliberação unânime pela suspensão foi tomada minutos após uma reunião com a secretária de Estado de Administração, Alice Viana, e o diretor geral do CPC, Orlando Salgado, no auditório da Sead.
Segundo a titular da Sead, a pauta de reivindicações dos peritos criminais, que pede progressões funcionais, 25% de aumento na remuneração e aumento nas gratificações, impactaria em 87% a folha, gerando um acréscimo da ordem de R$ 2 milhões por mês. "É pouco provável um aumento na remuneração em 25% de forma imediata", alegou a secretária. Ela citou o corte de mais de R$ 40 bilhões no orçamento da União como uma das justificativas para não aprovar a proposta.
Acerca da majoração no adicional por risco de vida, a Sead anunciou que será tratado de forma global, envolvendo as demais categorias que têm direito ao benefício. Outros pontos da pauta, como a adequação na lei, promoções, gratificação de titularidade, revisão do tempo de interstício, gratificação de perícia judiciária, dentre outros, foram entregues à equipe técnica da Sead, para que seja apresentada proposta do governo. A próxima reunião, agendada para o dia 30, será às 9h30, no auditório da Sead.
(DOL com informações da Agência Pará)
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