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População se sentiu refém da insegurança

A Polícia Militar é responsável pela realização de rondas ostensivas e de ações para coibir criminosos para evitar que o cidadão seja vítima deles. Com a paralisação dos últimos dias as viaturas ficaram nas garagens dos quartéis e a população - que pra

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A Polícia Militar é responsável pela realização de rondas ostensivas e de ações para coibir criminosos para evitar que o cidadão seja vítima deles. Com a paralisação dos últimos dias as viaturas ficaram nas garagens dos quartéis e a população - que praticamente vive à espreita da violência rodos os dias - não teve escolha a não ser redobrar os cuidados.

Na madrugada de ontem (8), a reportagem do DIÁRIO ouviu pessoas comuns que trabalham no horário da noite e esperam da PM um pouco mais de “sensação de segurança”. A maioria entende que há a necessidade de melhorias nos serviços da polícia e culpa o Governo do Estado pelas más condições que os militares exercem sua profissão. “Eu acho que eles (praças) devem receber aumento que merecem porque aumentar o salário daqueles que ficam somente nas salas com ar condicionado (o entrevistado refere-se aos oficiais) e não dar aos quem ficam na rua, pegando chuva, sol, levando tiros não é justo. Nós dependemos do trabalho deles pra que a nossa cidade fique mais segura, só espero que acabe logo porque sem polícia na rua é bem pior do que o normal. Fica bem mais perigoso”, disse o mototaxista Felipe de Sousa, de 23, morador do município de Marituba.

Para um taxista que aguardava a próxima corrida em um ponto no bairro do Marco, que pediu para não ter nome revelado, a culpa é do Governo do Estado. “O Governo deve prestar mais atenção para as necessidades da população. A segurança é muito importante e quem faz esse trabalho, pelo menos aos nossos olhos, é a Polícia Militar, que está nas ruas. Eles devem receber aumento porque são eles que levam tiro, prendem os bandidos que nos assaltam, fazem blitz e pegam gente dirigindo bêbada pelas ruas. A greve deles é válida, mas não acho que as ruas devem ficar sem nenhuma viatura porque a gente não pode contar com ninguém”, afirmou.

Um vigilante noturno, do bairro da Sacramenta, que pediu para não ser identificado, declarou que é preciso valorizar o trabalho da polícia, mas também discorda com a paralisação geral. “Acho que deveria ficar uma quantidade de viaturas para atender as ocorrências. Com a polícia é perigoso, sem eles fica pior. Eu concordo que eles devem receber aumento, mas não devem deixar de proteger a população, mesmo durante a greve”, contou.

Os batalhões que atendem a Região Metropolitana nos municípios de Ananindeua, Marituba, Benevides, Benfica e parte da capital estavam sem policiamento. Após vários dias de mobilização o movimento foi fortalecido e intensificado no interior do estado. De acordo com lideranças da paralisação, batalhões de municípios como Marabá, Paragominas, Salinas, Altamira, Tomé-Açu, Redenção, Capanema, São Félix do Xingú, Rondon do Pará, Itaituba, Tucuruí, Parauapebas e Castanhal também paralisaram as atividades.

(Diário do Pará)

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