Após o incêndio ocorrido nesta terça-feira (8), durante um motim no Centro de Detenção Provisória de Icoaraci (CDPI), 14 detentos do presídio continuam internados no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, sendo que 11 ainda correm risco de morte.
“Foram 25 internos que deram entrada ainda na noite de ontem. Um deles, que estava no estado mais grave, não resistiu e faleceu durante da madrugada. Outros 10 tiveram ferimentos mais leves e já foram liberados. Os outros 14 continuam em observação”, afirmou o médico Derval Leão, do HMUE.
“Dos que continuam no hospital, três estão apenas em observação, conscientes, sem correr riscos. Os outros 11 estão em estado gravíssimo, com queimaduras de segundo e terceiro grau, além de quadros de asfixia. Eles estão entubados, respirando com ajuda de aparelhos e correndo risco de morte”, continuou o médico.
Derval ainda afirmou que a situação foi calamitosa, e que sobrecarregou o hospital. “Nós temos um centro de queimados, mas a situação de ontem foi uma calamidade única, e o número de pacientes excedeu nosso espaço”, afirmou. “Além da equipe de enfermeiros, 18 médicos atenderam os pacientes, sendo que alguns deles não estavam de plantão, e outras alas do hospital tiveram que ser usadas. Seis pacientes em estado grave continuam no Pronto Socorro, aguardando leito na UTI”.
O médico ainda explicou que casos de queimaduras são complicados não apenas pelos danos à pele. “Um paciente em estado grave não necessariamente é o que tem a maior parte da superfície queimada. A fumaça inalada, além de tóxica, é quente e pode queimaras vias respiratórias, causando asfixia”, concluiu.
(Gustavo Dutra/DOL)
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