A Secretaria de Estado e Segurança Pública e Defesa Social tentou contestar a pesquisa que coloca Belém como a 23ª cidade mais violenta do mundo. O estudo é de autoria da ONG mexicana Conselho Cidadão Para Segurança Pública e Justiça Penal.
Segundo a Segup, a base de dados para a pesquisa foi o Mapa da Violência elaborado pelo Instituto Sangari, relativo ao ano de 2010, cuja fonte foi o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde (MS). E o levantamento levaria em conta vários tipos de violência, não só os homicídios dolosos, como a Segup considera que seria o adequado.
“Os dados sobre homicídios contidos no Mapa da Violência incluem homicídios dolosos, homicídios culposos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, metodologia esta que não encontra semelhança no âmbito da segurança pública, uma vez que tanto a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) quanto as secretarias de Segurança Pública de todos os estados da Federação têm como objeto de acompanhamento o homicídio doloso, aquele em que o agente tem a intenção de praticar o crime. Neste sentido, os homicídios contidos no Mapa da Violência do Instituto Sangari, por não separarem os dolosos dos culposos (quando não há intenção de matar), não correspondem à realidade dos homicídios acompanhados pela Senasp”, informa ao Segup, através de nota.
Ainda segundo o órgão, se a ONG tivesse considerado os dados de 2011 (568 homicídios e IC de 40,51) apenas do município de Belém e seus distritos (Mosqueiro, Outeiro e Icoaraci), a capital paraense apareceria no ranking 2013 em 33º lugar, ou seja, ainda figuraria entre as 50 cidades mais violentas do mundo.
(DOL)
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