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Moradores reclamam das condições da rua

O asfalto da Rua Cipriano Santos cedeu e em vários metros é possível perceber as rachaduras que são visíveis em toda a extensão da rua, localizada no bairro da Terra Firme, em Belém. Em período de chuvas, o canal que fica na rua enche e transborda, dei

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O asfalto da Rua Cipriano Santos cedeu e em vários metros é possível perceber as rachaduras que são visíveis em toda a extensão da rua, localizada no bairro da Terra Firme, em Belém. Em período de chuvas, o canal que fica na rua enche e transborda, deixando quase imperceptível a diferença do que é rua e a área do canal.

Depois da obra de duplicação da Avenida Perimetral, a via é utilizada como rota de escoamento de veículos causando um intenso fluxo de carros durante o dia inteiro, sobretudo, o de veículos de carga pesada no local, facilitando ainda mais que as barreiras de contenção do canal se quebrem. Uma parte dela não suportou o peso e acabou desabando. Uma canaleta com uma fita de isolamento foi colocada no local de maneira improvisada para sinalizar o perigo para quem passa próximo ao canal.

Crianças são as mais prejudicadas com as condições da via. Quando não estão expostas correndo o risco de contraírem doenças, ficam refém do acúmulo de água e sujeira aos arredores do canal. Outros que sofrem são os comerciantes da área , que se dizem prejudicados com a consequência do acúmulo de águas na rua. “Um dia a gente trabalha no salão fazendo serviços de beleza e no outro, é para fazer a limpeza”, disse a proprietária de um salão de beleza.

“Aqui na rua não tem espaço para brincar, mal conseguimos passar pela via. Os meus filhos que são pequenos só saem conosco, nunca sozinhos, porque se forem andar de bicicleta, por exemplo correm até o risco de cair no meio do canal depois que a barreira cedeu”, disse a moradora Márcia Cristina.

A via que possuía apenas uma linha de ônibus que fazia o itinerário bairro/centro está sobrecarregada e agora recebe até veículos de carga pesada. “Às sete da manhã já é possível ver carretas, caminhões e eles passam em velocidade máxima, e sentimos o balanço dentro de nossas casas”, comentou Cristina que mora em uma casa de madeira.

Para o promotor de eventos que mora na rua desde que nasceu Deverson Dias, de 32 anos, “nenhum morador se beneficiou com as obras de duplicação da Avenida Perimetral. Moro na passagem Eduardo Tavares esquina com a Rua São Francisco Xavier e não percebi nenhum avanço de melhorias em todos esses anos, mas agora está pior porque está afetando a minha casa”, disse.

Dias afirmou que a própria casa está condenada. “A Defesa Civil fez uma vistoria técnica e condenou minha casa. Acionei as autoridades para receber o cheque moradia e estou esperando até agora. Minha casa tem rachaduras e que corre riscos. Somos nós que não temos onde morar e precisamos nos submeter a essa situação”, lamentou.

Segundo o supervisor da obra de duplicação da Avenida Perimetral, o Engenheiro Rui Sales, a própria população é responsável pelas condições da via. “A rua está sendo obstruída pelos próprios moradores. Eles mesmos colocam barreiras de aterro dificultando o tráfego deles”, disse Sales.

“Três trechos da Perimetral passarão por interdição em diversos momentos, um de cada vez, para que a via não fique sobrecarregada, mas é claro que uma obra como esta afeta as pessoas, mas é por tempo determinado, em 40 dias o trecho que foi interditado será liberado”, afirmou o engenheiro.

(Diário do Pará)

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