Após uma manifestação em frente à Secretaria de Estado de Administração (Sead), uma comissão que representa 16 entidades do serviço público estadual foi recebida, mas, depois de duas horas, a reunião terminou sem acordo. Agora, os servidores públicos farão uma assembleia para aprovar uma agenda de paralisações para ainda este mês.
O governo, por meio da secretária da Sead, Alice Viana, propôs um reajuste de 5,62%, proposta que não foi aceita pela maioria que argumentou que “o valor nem recupera as perdas salariais da inflação do período”, argumentou o presidente da Federação dos Servidores Públicos do Estado do Pará, Valdo Martins.
O secretário da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Cléber Rezende, disse que a pauta unificada que pede um reajuste salarial de 15% para todos os servidores públicos do estado seria uma forma de compensar as perdas salariais dos trabalhadores.
“Hoje chega a 65% as perdas salariais históricas sofridas pelos servidores. Na última reunião da categoria com a secretária da Sead havia sido proposto um reajuste de 5,5%, que nem sequer se equipara ao reajuste da inflação no período. Significa grande perda do poder aquisitivo em cima da remuneração dos servidores”, ressaltou.
Além do reajuste salarial, a categoria reivindica a incorporação do abono e o auxílio alimentação. “A secretária sequer se manifestou com relação a esses outros assuntos. Simplesmente disse que essa era a proposta final do governo”.
GREVE
Martins não descartou a realização de uma greve geral. “Então, a categoria não vê outra solução a não ser deflagrar greve geral no estado. Inicialmente, iremos mobilizar a categoria na próxima segunda-feira, 14, em reunião no Sintepp e depois de fazer paralisações em diversos órgãos, dentre eles a Santa Casa, e aí sim poderemos entrar em greve”, ressaltou Martins. A Sead foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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