Cerca de 60 estudantes de três escolas públicas fizeram um protesto, ontem, inclusive com a interdição por alguns minutos da avenida Almirante Barroso, na esquina com a Tavares Bastos, em Belém.
Em um ato simbólico, os alunos rebatizaram a Escola Estadual Costa e Silva com o nome de Helenira Rezende, uma homenagem a uma guerrilheira da ditadura militar que foi morta a coronhadas durante aquele período. O ato fez uma alusão aos 50 anos da ditadura militar, completados neste ano.
“A ideia é propor um debate sobre a troca do nome de um dos maiores ditadores que já tivemos, que deu o nome à Escola Costa e Silva, sendo uma ação simbólica em uma referência aos 50 anos da ditadura. É uma forma de relembrar que ainda há resquícios daquela época e que nós podemos mudar esse tipo de homenagem que antes era feita a pessoas que sujaram as mãos de sangue em vez de elevar nomes de personagens esquecidos ou dos que morreram por uma causa, tal como aconteceu com Wladimir Herzog”, justificou o estudante do ensino médio Rafael Galvão.
INTEGRAL
Outras questões como o passe livre para estudantes e o sistema integral de estudo foram temáticas levantadas pelos alunos. “Somos cobaias de um sistema que não funciona na prática. O governo faz grandes propagandas políticas na televisão mostrando que as escolas funcionam de uma maneira perfeita, como se fosse possível, mas não é assim que ocorre de fato. Mostra o sistema integral de estudo, na qual o aluno passa o dia todo na escola, mas, na prática, o que temos é uma estrutura deficiente, alimentação de má qualidade e péssimas condições de estudo que conhecemos bem nas escolas públicas”, detalhou.
Estudantes das escolas Augusto Meira, Tenístocles de Araújo e Raimundo Vera Cruz participaram do ato.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar