Em nota oficial divulgada na manhã deste sábado (12), o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) confirmou mais uma morte entre os detentos que sofreram queimaduras durante o motim no Centro de Detenção Provisória de Icoaraci, na noite de terça-feira (8).
Trata-se de Edinaldo Figueiredo, de 21 anos. Ele estava entubado entre os pacientes com quadro considerado gravíssimo, com alto índice de queimaduras nas vias respiratórias, e não resistiu ao tratamento, indo a óbito às 20h53 de sexta-feira (11). Ele é a terceira vítima que estava internado e faleceu.
De acordo com a nota, continuam internados 14 pacientes vítimas de queimaduras. Desses, seis ainda estão em estado gravíssimo, na Central de Tratamento de Queimados (CTQ), sendo que um está na UTI do CTQ. Dos demais, cinco apresentam um quadro clínico considerado grave e outros três continuam estáveis, internados na área de pronto-socorro.
O diretor técnico do Hospital Metropolitano, Derval Leão, que coordena as equipes que se revezam no tratamento intensivo aos pacientes, ressalta que o prognóstico dos pacientes graves e gravíssimos é muito critico, porque todos eles sofreram queimaduras das vias respiratórias pela inalação da fumaça tóxica e quente. “Os primeiros dias do tratamento são muito críticos para o que chamamos de grandes queimados, que não são apenas as queimaduras extensas na pele, mas especialmente os que têm um alto grau de queimaduras nas vias respiratórias, o que torna seus quadros extremamente delicados”, explica Leão.
Dos 25 pacientes que deram entrada no HMUE na noite de terça-feira (8), oito tiveram alta médica; três estão em observação no Pronto Socorro; cinco estão em quadro avaliado como grave; seis estão em quadro considerado gravíssimo, na UTI do CTQ e três foram a óbito.
VISITA DE FAMILIARES
O HMUE informou ainda que o atendimento aos familiares dos pacientes queimados continua sendo realizado por intermédio do Serviço Social da Superintendência do Sistema Penal (Susipe), em comum entendimento com o Serviço Social do hospital. Eles repassam a família as informações sobre os boletins médicos mais recentes e o acolhimento é feito também por psicólogos.
As visitas aos pacientes no Pronto Atendimento do HMUE não são permitidas – procedimento de praxe em área de Emergência do hospital, em situação do Plano de Contingência para múltiplas vítimas atendidas no momento, independentemente de serem ou não custodiadas pelo Sistema Penal, que impõe regras de segurança para acesso ao hospital.
(DOL com informações do Hospital Metropolitano)
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