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Pará tem cerca de 400 hemofílicos

Hoje é celebrado o Dia Internacional da Hemofilia, a data foi escolhida em alusão ao nascimento do fundador da Federação Mundial de Hemofilia – Frank Schnabel, que durante sua vida lutou pela melhoria da qualidade de vida dos hemofílicos. De acordo com I

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Hoje é celebrado o Dia Internacional da Hemofilia, a data foi escolhida em alusão ao nascimento do fundador da Federação Mundial de Hemofilia – Frank Schnabel, que durante sua vida lutou pela melhoria da qualidade de vida dos hemofílicos.

De acordo com Ieda Pinto a Assessora Técnica da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), a doença é caracterizada por um sangramento de maior volume, sendo praticamente exclusiva às pessoas de sexo masculino, possuindo 3 níveis: leve, moderado e grave. “Normalmente são sangramentos espontâneos, sendo que há o risco da hermatrose, que é o sangramento na articulação. Além da hermatrose, outra consequência da doença é a artropatia, que é a destruição da articulação devido ao acúmulo de sangue e ferro no local”, relata.

O Hemopa possui atualmente cerca de 400 pacientes hemofílicos cadastrados em todo o Estado do Pará, que recebem o tratamento profilático por meio da infusão do fator 8 recombinante, que é elabora do por meio de engenharia genética e não possui nenhuma proteína de sangue humano, por não ser derivado do plasma do sangue humano, o que reduz o risco de contaminação.

Para receber o tratamento, o paciente deve fazer primeiro sua inscrição em uma unidade do Sistema Único de Saúde, onde é feito uma avaliação inicial e o encaminhamento da guia de referência para cadastro do hemocentro.

Segundo a Drª Ieda Pinto, uma das dificuldades é o tratamento fora do domicílio. O paciente hemofílico pode ser atendido e avaliado nos hemocentros regionais do Hemopa em Castanhal, Marabá, Belém e Santarém. O Hemopa também dispõe de Núcleos nos municípios.

“Muitos não buscam ajuda, pois são do interior e tem dificuldade de vir a capital para buscar tratamento. O Hemopa tenta fazer o acompanhamento desse paciente, mas não consegue porque ele não volta mais”, relata Nelma Gomes, da Associação Paraense de Portadores de Hemofilia e Coagulopatias Hereditárias (ASPAC).

Em alusão ao Dia Mundial do Hemofílico, o Hemopa, em parceria com a ASPAC, realizarão uma programação especial nos dia 29 a 30 de abril na sede do Hemopa, na Padre Eutíquio. A hemofilia é uma doença hemorrágica devido a deficiência do Fator 8 ou do Fator 9 de coagulação do sangue, sendo de origem hereditária ou devido à mutação durante a vida intrauterina. A deficiência no fator 8 caracteriza a Hemofilia tipo A, enquanto que a deficiência no Fator 9 caracteriza a Hemofilia do tipo B.

(Diário do Pará)

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